El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. O fenômeno, confirmado em junho deste ano, tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com efeitos que podem variar de acordo com o território.
Na pesca e na aquicultura, as alterações nas condições de chuva, temperatura e disponibilidade de água podem representar desafios diferentes conforme a região do país. No Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Já no Sul, chuvas acima da média podem aumentar o risco de enchentes e causar danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras áreas, temperaturas elevadas exigem mais atenção às condições da água e dos cultivos.
Para se preparar, municípios podem acompanhar informações meteorológicas e hidrológicas oficiais no portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A plataforma permite observar dados sobre condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo, ajudando a identificar mudanças que interfiram na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.
O texto também recomenda manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem ser usadas para disseminar alertas, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.
Outro ponto destacado é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados, e o acompanhamento dessas condições ajuda a identificar situações de risco com mais antecedência.
A resposta aos impactos climáticos, segundo a orientação, não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.
Também é importante registrar situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção e mortalidade de peixes. Esses dados ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.
Como os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas apontadas como essenciais para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.
Com informações do Governo Federal








