Sexta-feira, 21/08/26

Municípios devem se preparar para impactos do El Niño na pesca

Municípios devem se preparar para impactos do El Niño na pesca
Municípios devem se preparar para impactos do El Niño na – Reprodução

El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. O fenômeno, confirmado em junho deste ano, tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com efeitos que podem variar de acordo com o território.

Na pesca e na aquicultura, as alterações nas condições de chuva, temperatura e disponibilidade de água podem representar desafios diferentes conforme a região do país. No Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Já no Sul, chuvas acima da média podem aumentar o risco de enchentes e causar danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras áreas, temperaturas elevadas exigem mais atenção às condições da água e dos cultivos.

Para se preparar, municípios podem acompanhar informações meteorológicas e hidrológicas oficiais no portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A plataforma permite observar dados sobre condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo, ajudando a identificar mudanças que interfiram na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.

O texto também recomenda manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem ser usadas para disseminar alertas, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.

Outro ponto destacado é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados, e o acompanhamento dessas condições ajuda a identificar situações de risco com mais antecedência.

A resposta aos impactos climáticos, segundo a orientação, não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.

Também é importante registrar situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção e mortalidade de peixes. Esses dados ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.

Como os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas apontadas como essenciais para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.

Com informações do Governo Federal

T LB

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