redução de emissões: lançamento da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial
redução de emissões foi o foco do ato realizado na zona verde da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém. O vice‑presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou a carta que marca o início da consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (Endi). Durante a cerimônia, Alckmin afirmou: “É urgente reduzir emissão de poluentes; países dos trópicos sofrem mais”.
O que é a Endi
A Endi propõe transformar a descarbonização em motor de competitividade e desenvolvimento sustentável. A estratégia abrange setores industriais estratégicos e busca articular inovação, eficiência e criação de mercados para produtos de baixo carbono.
Setores contemplados
- Siderurgia
- Cimento
- Químico
- Papel e celulose
- Alumínio
- Vidro
Pilares da estratégia
A Endi está estruturada em quatro pilares interligados para apoiar a transição industrial brasileira.
1. Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e capacitação
Incentivo à criação de soluções tecnológicas nacionais e à formação de mão de obra qualificada.
2. Insumos descarbonizantes
Substituição progressiva de energéticos fósseis por alternativas como biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão e biomassa.
3. Estímulo à demanda por produtos de baixo carbono
Consolidação de mercados via certificações, rotulagens e compras públicas sustentáveis.
4. Financiamento e incentivos
Estruturação de crédito, incentivos fiscais e mecanismos para garantir condições à transição industrial.
Parceria entre governo e indústria
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a estratégia consolida cooperação entre governo e setor produtivo. A CNI destaca a disposição da indústria em reduzir a intensidade de carbono na produção e contribuir para metas climáticas até 2050.
redução de emissões: próximos passos e participação social
A consulta pública da Endi permitirá contribuições de associações industriais, academia e sociedade civil. A presença de entidades como Fiesp, Fiepa e associações setoriais reforça o caráter colaborativo da iniciativa.
Para que a redução de emissões seja eficaz, são necessários cronogramas claros, financiamento e adoção de tecnologias nacionais competitivas. A articulação entre política pública e mercado será decisiva para avançar na transição industrial.
Por Correio de Santa Maria, com informações de [órgão ou empresa].








