Quarta-feira, 26/08/26

Artefato explosivo interrompe circulação de trens em segundo dia de operação no Complexo de Israel

Artefato explosivo interrompe circulação de trens em segundo dia de operação no Complexo de Israel
Artefato explosivo interrompe circulação de trens em segundo dia de – Reprodução

FOLHAPRESS

Um artefato explosivo encontrado na linha férrea, perto da estação de trem de Parada de Lucas, na zona norte do Rio de Janeiro, causou a paralisação do ramal Saracuruna dos trens nesta terça-feira (25) por duas horas.

As polícias Civil e Militar realizam o segundo dia de operação na região, chamada pela polícia de Complexo de Israel, que abrange bairros como Parada de Lucas, Vigário Geral e Cordovil.

Nesta segunda (24) a Polícia Militar afirmou que vai ocupar por tempo indeterminado o entorno do Complexo de Israel, fazendo patrulhamento e cerco nos acessos às comunidades.

A região é controlada pelo TCP (Terceiro Comando Puro), principal rival do Comando Vermelho, e passou a ser tratada por traficantes e investigadores como Complexo de Israel pelo perfil de dominação do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.

Investigações apontam que o grupo persegue a prática de religiões de matriz africana dentro da área de domínio, e usa símbolos de Israel, como a bandeira do país e nomes mencionados no Velho Testamento.

As estações de trem de Cordovil e Parada de Lucas ficaram fechadas entre 10h e 12h por conta do artefato explosivo. O esquadrão antibomba da Polícia Civil foi acionado para a ocorrência, e a concessionária TrensRJ anunciou ao meio-dia que a circulação no ramal foi normalizada.

A operação desta terça cumpre mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com o TCP. A Polícia Civil afirmou ter prendido uma mulher suspeita de ser o braço direito de Peixão. Ela foi chamada pela polícia de “Madrinha da Cidade Alta”. A corporação não informou o nome, e a reportagem não conseguiu identificar a defesa dela.

Segundo as investigações, o método de domínio da facção nas favelas, como Cinco Bocas e Pica-Pau, foi expandida para os bairros fora dos limites das comunidades. Nesses locais, que servem de base para desvio de cargas roubadas, há ruas com barricadas.

Durante a operação de segunda, suspeitos fugiram da polícia por dentro de uma unidade de tratamento de esgoto da concessionária Águas do Rio, na Pavuna. Um grupo de cerca de dez suspeitos foi visto caminhando pela unidade, alguns armados com fuzis.

A Águas do Rio disse em nota que o foi um fato isolado, e que algumas atividades da estação foram impactadas devido à intercorrência.

Ainda na segunda, a PM recuperou duas cargas roubadas e apreendeu duas réplicas de metralhadora .50, arma de longo alcance.


T LB

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