Terça-feira, 15/09/26

CNI aponta que um terço das indústrias prevê aumento do endividamento bancário

CNI aponta que um terço das indústrias prevê aumento do endividamento bancário
CNI aponta que um terço das indústrias prevê aumento do – Reprodução

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) 32% das empresas industriais esperam alta no saldo da dívida bancária. O dado consta da terceira edição da Consulta Empresarial sobre Juros, Crédito e Custos Financeiros, realizada em agosto.

A maioria das empresas consultadas projeta aumento da necessidade de financiamento nas principais frentes operacionais: 56% em contas a pagar, 50% em estoques e 49% em contas a receber.

“A principal mensagem da consulta é que o efeito dos juros vai muito além de uma decisão de investir ou não. Eles afetam o cotidiano das empresas: a necessidade de financiamento para capital de giro e toda decisão de longo prazo, de contratar ou não mais gente, de trocar o maquinário, de expandir a sua capacidade de produção. Então, no limite, esses juros altos estão afetando o próprio crescimento da economia”, avalia Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.

Nas contas a receber, 46% preveem aumento dos juros e 7% esperam redução. Nos estoques, 50% projetam alta do custo financeiro e, nas contas a pagar, 42% antecipam juros maiores. Entre aquelas que esperam aumento da demanda por recursos, 60% ou mais projetam alta dos juros das respectivas modalidades. A combinação de maior demanda por crédito e custo mais elevado reforçaria o quadro de pressão sobre o caixa.

Mais da metade das empresas (57%) espera redução da margem líquida – a porcentagem do lucro líquido em relação ao faturamento total -, sendo que 14% projetam forte queda. Apenas 19% estimam melhora.

Ainda assim, 53% planejam manter os valores de venda, enquanto 35% pretendem aumentá-los.

A parcela que prevê aumento do endividamento bancário recuou de 45% em junho para 32% em agosto, ao mesmo tempo em que a intenção de elevar preços caiu de 51% para 35%. Já a expectativa de perda de margem líquida, embora ainda elevada, passou de 64% para 57%.

A CNI consultou 179 empresas industriais entre os dias 18 e 28 de agosto de 2026, distribuídas por 28 setores industriais em 21 unidades federativas do Brasil.

T LB

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