A sessão do STF marcada para decidir se Alexandre de Moraes deveria ser investigado pelas suas relações com Daniel Vorcaro foi uma espécie de sessão fúnebre.
No papel de morto estava o próprio Supremo. Ou o que deveria ser o Supremo.
Antes de mais nada, o que se viu foi um teatro com um enredo previsível. Em vez de discutir o que a pauta pedia, os ministros alinhados a Moraes trabalharam para cumprir um objetivo já pré-determinado por eles: tumultuar a sessão para no final pedir vista e adiar a o julgamento.
Era essa a estratégia desde sempre: usar o recurso regimental do pedido de vista para adiar a decisão.
Assim, Gilmar Mendes Flávio Dino encenaram uma jogada ensaiada nos bastidores: um gritando para tumultuar o ambiente e o outro fingindo preocupação com a imagem e credibilidade da Corte.
A terça-feira também foi marcada pela desmoralização da presidência de Edson Fachin. Faltou pulso a Fachin, que agora perdeu o controle dessa discussão ao menos no que diz respeito ao tempo: caberá a Flávio Dino decidir quando esse tema voltará ao plenário.
E ele tem até 15 de dezembro para fazê-lo.
Agora, dentro de uma semana, está marcada uma nova sessão, com os mesmos atores no palco.
Correio de Santa Maria, com informações de O Globo








