Quarta-feira, 16/09/26

Em sessão fúnebre, ministros desmoralizam o Supremo

Sessão do STF sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. — Foto: Gustavo Moreno / STF

A sessão do STF marcada para decidir se Alexandre de Moraes deveria ser investigado pelas suas relações com Daniel Vorcaro foi uma espécie de sessão fúnebre.

No papel de morto estava o próprio Supremo. Ou o que deveria ser o Supremo.

Antes de mais nada, o que se viu foi um teatro com um enredo previsível. Em vez de discutir o que a pauta pedia, os ministros alinhados a Moraes trabalharam para cumprir um objetivo já pré-determinado por eles: tumultuar a sessão para no final pedir vista e adiar a o julgamento.

Era essa a estratégia desde sempre: usar o recurso regimental do pedido de vista para adiar a decisão.

Assim, Gilmar Mendes Flávio Dino encenaram uma jogada ensaiada nos bastidores: um gritando para tumultuar o ambiente e o outro fingindo preocupação com a imagem e credibilidade da Corte.

A terça-feira também foi marcada pela desmoralização da presidência de Edson Fachin. Faltou pulso a Fachin, que agora perdeu o controle dessa discussão ao menos no que diz respeito ao tempo: caberá a Flávio Dino decidir quando esse tema voltará ao plenário.

E ele tem até 15 de dezembro para fazê-lo.

Agora, dentro de uma semana, está marcada uma nova sessão, com os mesmos atores no palco.

Correio de Santa Maria, com informações de O Globo

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