Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, afirma que, se eleito, pretende implementar um governo e um programa político “transformadores”, com prioridade para segurança pública, responsabilidade fiscal e cooperação entre os Poderes. Em seu plano de governo, ele diz que a proposta combina pacificação democrática, crescimento baseado em investimento e produtividade, gestão profissional e inserção internacional pragmática.
Na área da segurança, Caiado classifica o tema como “o primeiro dever do Estado” e aponta o avanço de organizações criminosas e milícias como o principal problema do setor. Entre as medidas defendidas, estão a apresentação de projetos ao Congresso para enquadrar facções e milícias como grupos terroristas domésticos, reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes graves, endurecer penas para adultos e criar o Ministério da Segurança Pública, além de novos sistemas e conselhos voltados ao combate ao terrorismo doméstico.
O plano também prevê mudanças legislativas para permitir o emprego das Forças Armadas contra o crime organizado sem necessidade de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a criação do Regime Especial Disciplinar Antiterrorismo Doméstico (Redad) e medidas mais rígidas contra apostas on-line, que o candidato trata como ameaça econômica e de saúde pública. Caiado também promete modernizar a investigação criminal, com um protocolo nacional para apuração de homicídios, feminicídios e latrocínios, e reforçar a proteção de mulheres, crianças e adolescentes.
Na economia, o candidato propõe uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, com participação relevante do investimento público, para elevar o nível de investimento de cerca de 17% do PIB para aproximadamente 25%. Segundo o plano, isso exigirá restabelecer uma trajetória fiscal sustentável, reduzir o custo do capital, qualificar a mão de obra e modernizar a infraestrutura, com mais investimentos em educação, ciência, tecnologia e segurança jurídica.
Na educação, Caiado afirma que pretende firmar um pacto nacional pela alfabetização e pelo ensino da matemática, com a meta de garantir que todas as crianças dominem essas competências até o fim do 2º ano do ensino fundamental. O documento também prevê ações para conter o abandono escolar, valorizar professores, ampliar o ensino em tempo integral e fortalecer a educação profissional e tecnológica.
Já na saúde, o plano diz que o candidato quer preservar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), com maior ênfase na prevenção. Caiado afirma ainda que pretende rever os critérios de agendamento de consultas e procedimentos, priorizando gravidade dos casos, risco de progressão de doenças evitáveis, impacto da demora no atendimento, vulnerabilidade e tempo de espera.
Com 100 páginas, o plano de governo de Caiado inclui ainda propostas para agronegócio, ciência e tecnologia, cultura, defesa, energia, esporte, infraestrutura, meio ambiente, mobilidade e políticas para o Nordeste e a Amazônia.







