A Meta deve apresentar óculos inteligentes sem câmera já nesta quarta-feira, em sua conferência Connect, segundo reportagens, destacando o equilíbrio delicado que as empresas enfrentam ao buscar uma fatia do mercado de smartphones, avaliado em mais de US$ 600 bilhões.
Os fabricantes de dispositivos estão testando uma variedade de formatos para superar essas preocupações, desde óculos e broches até pingentes e gravadores de voz que se prendem magneticamente a um celular, segundo entrevistas da Reuters com quase uma dúzia de executivos de tecnologia, analistas e especialistas jurídicos. Algumas empresas estão obtendo aceitação mais rápida no setor empresarial do que entre os consumidores.
O desfecho do debate sobre privacidade poderá moldar um mercado que as empresas de tecnologia veem como a próxima grande plataforma de computação. Se as empresas não conseguirem conquistar a confiança do público, os mesmos recursos que tornam úteis os dispositivos vestíveis com inteligência artificial — câmeras sempre ligadas, microfones e percepção do ambiente — correm o risco de se tornar um obstáculo à sua adoção.
Parceria
“Os formatos vencedores serão aqueles que tornarem a interação mais natural, útil e confiável”, disse Jay Kim, vice-presidente executivo da divisão de dispositivos móveis da Samsung, em entrevista à Reuters em julho. À medida que a IA assume mais tarefas, disse ele, os usuários exigirão sistemas que permaneçam seguros e sob seu controle.
A Samsung planeja entrar no mercado de óculos inteligentes ainda neste ano por meio de parcerias com a Gentle Monster e a Warby Parker, mas não vê os dispositivos como substitutos dos smartphones.








