Sábado, 26/09/26

Febraban diz esperar melhora no ambiente de crédito com Desenrola 3.0

Febraban diz esperar melhora no ambiente de crédito com Desenrola 3.0
Febraban diz esperar melhora no ambiente de crédito com Desenrola – Reprodução

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) recebeu de forma positiva o lançamento do Desenrola 3.0, anunciado pelo governo na última sexta-feira (25), voltado à renegociação de dívidas em atraso.

A federação afirma que acompanha e participa de iniciativas de renegociação de dívidas vencidas implementadas pelo governo federal. Segundo a entidade, são medidas emergenciais para atender públicos específicos em situações excepcionais de endividamento excessivo.

A Febraban diz ainda que os bancos estão sensibilizados com o atual quadro de inadimplência, que tem comprometido o bem-estar financeiro das famílias e o funcionamento do mercado de crédito.

Entre os motivos para a avaliação positiva do programa, a entidade cita a adesão voluntária, o respeito às características de mercado e o foco em dívidas com elevado tempo de atraso.

“Nossa expectativa é que a implementação desse programa possa, ao mesmo tempo, aliviar a situação financeira das famílias e contribuir para melhorar o ambiente de crédito”, diz, em nota, a entidade.

COMO VAI FUNCIONAR O DESENROLA 3.0?

O governo pretende comprar, com desconto, um estoque de dívidas de até R$ 10 mil que estão nos balanços dos bancos. A ideia é negociar os débitos com os consumidores e repassar os descontos obtidos com as instituições financeiras.

O governo prevê realizar um leilão em novembro para comprar as dívidas. Vencerão as ofertas que concederem os maiores descontos, que poderão chegar a 90%, segundo o governo.

A previsão é destinar até R$ 15 bilhões à compra desse estoque, que pode alcançar cerca de R$ 150 bilhões em dívidas. O governo estima que R$ 75 bilhões sejam efetivamente renegociados, considerando a adesão parcial de credores e devedores.

Poderão participar famílias com dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e empréstimos pessoais em atraso, desde que não sejam consignados. Os débitos deverão ter entre dois e quatro anos e meio de atraso, contados a partir de 25 de setembro de 2026.

T LB

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