Quarta-feira, 30/09/26

Promotoria denuncia PM sob acusação de feminicídio em Embu das Artes, na Grande SP

Promotoria denuncia PM sob acusação de feminicídio em Embu das Artes, na Grande SP
Promotoria denuncia PM sob acusação de feminicídio em Embu das – Reprodução

BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS


O Ministério Público denunciou sob acusação de feminicídio um policial militar pela morte da mulher em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O soldado Vinicius Costa Silva, 26, teria atirado contra a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, 29, dentro do imóvel do casal.

Além da prisão preventiva (sem prazo para ser encerrada) do PM, a Promotoria pediu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil para os herdeiros da vítima -entre eles, o filho de dois anos do casal.

A denúncia foi apresentada nesta semana e tramita sob segredo de Justiça. O Ministério Público pede que o soldado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Caso a denúncia seja aceita, Silva se tornará réu e uma ação penal será iniciada.

Larissa foi morta no dia 6 de setembro. O policial foi preso no dia seguinte e está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Silva nega o crime e afirma que a mulher tirou a própria vida após ele pedir a separação. Procurado por mensagem e por telefone nesta quarta-feira (30), o advogado Roberto Montanari não respondeu à reportagem sobre a apresentação da denúncia.

A promotora Camila Bonafini Pereira diz que os laudos periciais contestam a versão apresentada pelo réu. Um dos elementos citados pela acusação é a trajetória do projétil -da esquerda para a direita- identificada no exame necroscópico. Larissa era destra.

A perícia apontou ainda que o disparo não foi encostado na cabeça e atingiu a vítima por trás, enquanto ela estava em pé.

Na reconstrução feita pelo Ministério Público, Silva pegou o seu revólver Taurus calibre .357 Magnum, entrou no banheiro onde a técnica em radiologia estava e disparou contra a cabeça dela. A acusação afirma que a ação foi repentina e impediu qualquer chance de defesa.

A Promotoria enquadrou o caso como feminicídio por considerar que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, destacando que o casal mantinha união estável, morava na mesma casa e tinha um filho.


T LB

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