O confronto, ocorrido na segunda-feira na localidade de Junín, perto da fronteira com a Colômbia, é o primeiro entre as forças de segurança venezuelanas e o ELN desde a chegada ao poder do presidente colombiano de direita Abelardo de la Espriella.
Ele acrescentou que os feridos foram transferidos de Junín para a cidade vizinha de Rubio, no estado de Táchira, onde receberam atendimento em uma clínica local.
O ELN é um de vários grupos armados envolvidos com o narcotráfico, o garimpo ilegal e o contrabando ao longo da porosa fronteira de 2.200 quilômetros entre a Venezuela e a Colômbia.
Segundo Tarazona, a situação na região mudou desde a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelo exército americano, em janeiro e, sobretudo, desde a chegada de De la Espriella ao poder, em agosto.
Ao contrário de seu antecessor de esquerda, Gustavo Petro (2022-2026), que tinha iniciado negociações de paz com os grupos armados, De la Espriella prometeu combater frontalmente o crime organizado no país, com o apoio dos Estados Unidos.
Sua ofensiva contra os guerrilheiros na região de fronteira provocou “um deslocamento importante desses grupos (colombianos) para a Venezuela”, disse Tarazona.
O ativista apontou, ainda, “uma disputa interna” no novo governo interino da Venezuela, entre setores “favoráveis a limpar o território venezuelano dos grupos armados” e outros “que continuam entendendo esses grupos como uma força armada de proteção da revolução”.
O presidente deposto Maduro foi acusado, durante seus anos no poder (2013-2025), de oferecer refúgio em território venezuelano aos rebeldes colombianos de esquerda.
Em uma reunião em Nova York na semana passada, a Colômbia e outros 14 membros latino-americanos da aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa de Trump, acordaram congelar ativos, restringir vistos e promover responsabilização penal tanto para os membros quanto para os simpatizantes do ELN e de outras 23 organizações criminosas.







