“Viver a rotina, os medos e as mudanças no corpo que uma paciente sofre me trouxe outra percepção do processo de adoecimento. Cada um percorre esse caminho de uma forma, e isso me fez entender a importância de olhar para cada paciente com toda sua complexidade e singularidade”, destaca.
Para ela, o cuidado deve ir além do tratamento clínico e incluir acolhimento e respeito às particularidades de cada pessoa. A médica também ressalta que aceitar ajuda pode tornar o enfrentamento da doença menos difícil. “A doença não pode te definir. Como você lida com ela é que eu acho que faz toda a diferença. Se cuidar, mas também aceitar cuidado, torna tudo mais leve”, afirma.
Diagnóstico precoce
Apesar dos efeitos colaterais, a médica conseguiu manter a rotina com a criança. “Tive alguns efeitos colaterais, claro, mas meu filho me dava uma força que eu não imaginava ter. Não fiquei nenhum dia sequer de cama”, diz.
Outubro Rosa
A médica aproveita a própria trajetória para incentivar outras mulheres a manterem os exames em dia e procurarem atendimento diante de alterações suspeitas. Ela também recomenda atenção às orientações médicas, especialmente para quem tem histórico familiar da doença.
“Se conhecer, conhecer seu corpo e manter cuidados com a saúde diariamente possibilita diagnósticos mais precoces”, conclui.
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