Terça-feira, 20/10/26

Petróleo fecha com resultados mistos em meio a temores sobre Oriente Médio

Rússia pede que EUA suspenda novas sanções ao seu petróleo devido à guerra no Oriente Médio
Rússia pede que EUA suspenda novas sanções ao seu petróleo – Reprodução

Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta segunda-feira (19), em meio à renovação dos temores de uma redução da oferta procedente do Oriente Médio, enquanto o mercado deu pouca importância aos anúncios do presidente americano, Donald Trump, sobre a Rússia.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em dezembro recuou 0,28%, a 109,55 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para novembro, avançou 2,22%, a 103,66 dólares.

“Os ataques iranianos estão reduzindo o fluxo de petróleo procedente do Oriente Médio”, afirmou Gregory Brew, da Eurasia Group.

Segundo o analista, as exportações da região superaram 18 milhões de barris diários no fim de setembro, mas diminuíram desde então devido aos riscos enfrentados pelos navios na região.

“Foram registrados mais de 20 ataques desde o fim de setembro. O Irã afundou dois navios e danificou muitos outros”, afirmou.

Em uma nota semanal publicada na sexta-feira, a agência britânica de segurança marítima UKMTO reconheceu que “é difícil determinar com precisão o número real de ataques, já que a maioria dos navios afetados não informa os incidentes”.

O Irã acusou nesta segunda-feira os Estados Unidos de serem responsáveis pela “insegurança” no Estreito de Ormuz, cujo controle é reivindicado por Teerã.

Embora o tráfego marítimo continue por essa rota estratégica, o alto risco elevou os custos de transporte, mantendo um prêmio de risco geopolítico significativo no mercado.

Os investidores também avaliam a decisão de Trump de não impor, por enquanto, novas sanções contra a Rússia, principalmente contra seu setor energético, poucos dias após o anúncio de um acordo bilateral sobre o diesel.

Muito criticada, inclusive por integrantes do Partido Republicano, a decisão tem sido defendida nos últimos dias pelo governo americano, que afirma que ela não coloca em questão as sanções contra o petróleo russo e representa uma pausa temporária para avaliar seus efeitos econômicos.

“Mesmo que o acordo entre Estados Unidos e Rússia sobre o diesel se concretize, os volumes mencionados são modestos e não devem influenciar os preços nos Estados Unidos nem na União Europeia”, avaliou Brew.

T LB

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