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Com o entendimento, as corridas de cavalos serão mantidas no local.
O Jockey Club de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo formalizaram, na quinta-feira (29), um termo de cooperação que encerra um longo período de disputas tributárias e incertezas sobre a permanência da instituição no hipódromo da Cidade Jardim, na zona oeste da capital.
O acordo prevê a cessão de uma área interna da pista de turfe para a criação de um parque municipal, com aproximadamente 85 mil metros quadrados. O espaço contará com acesso por passagem subterrânea e a previsão de inauguração é para 1º de outubro de 2028. O custo da implantação, estimado em pelo menos R$ 85 milhões, será integralmente arcado pelo clube.
O projeto do novo parque inclui infraestrutura de lazer como quadras esportivas, lago, bosque sensorial, circuito de caminhada, parques infantis e espaço pet. A iniciativa retoma diretrizes de um projeto apresentado originalmente em 2017 pela instituição.
A negociação também resolve pendências financeiras do clube. Por meio da adesão a um edital de descontos para devedores, o montante de débitos inscritos na dívida ativa foi reduzido de R$ 912,5 milhões para R$ 228 milhões. O pagamento foi viabilizado por uma parceria com o BTG Pactual, que também abrange a quitação de passivos trabalhistas e cíveis.
A atual diretoria do Jockey Club, que assumiu em fevereiro, planeja transformar o espaço em um centro de lazer e entretenimento, com o objetivo de atrair novos sócios e diversificar as atividades do local. O clube enfrenta um processo de reforma estatutária e busca superar um déficit operacional registrado em 2025.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








