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Além dos pontos econômicos, o governo iraniano exige a adoção de um novo itinerário para o trânsito de navios, mediado pelo governo de Omã, e a redução da presença militar americana no Oriente Médio.
O governo do Irã informou nesta segunda-feira (2) que avalia um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em um prazo de 48 horas, caso os Estados Unidos aceitem uma série de exigências diplomáticas. A via marítima, essencial para o transporte global de petróleo, permanece sob bloqueio iraniano desde o início do conflito regional em fevereiro.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que a redução do prazo de reabertura, anteriormente fixado em seis dias, demonstra a disposição do país em buscar uma solução negociada. A efetivação da medida, contudo, está condicionada ao atendimento de demandas que incluem um cessar-fogo regional, a liberação de ativos financeiros retidos no exterior, o fim de sanções ao setor petrolífero e a suspensão de bloqueios a portos iranianos.
Entenda o caso
- Contexto: O Estreito de Ormuz está bloqueado pelo Irã desde o início da guerra em fevereiro, afetando o fluxo global de hidrocarbonetos.
- Proposta: Teerã oferece a reabertura da rota em dois dias, condicionado ao aceite de exigências pelos Estados Unidos.
- Demandas: Incluem cessar-fogo, fim de sanções, liberação de ativos e redução da presença militar americana na região.
- Tensão: Ambos os países trocam ameaças de escalada militar enquanto as negociações diplomáticas seguem em curso via mediadores.
O porta-voz ressaltou que as comunicações entre os dois países seguem ocorrendo por meio de mediadores, mas advertiu que qualquer agressão militar contra o território iraniano resultará em uma resposta imediata.
O cenário de tensão persiste enquanto o governo dos Estados Unidos mantém ameaças de novos ataques, alegando a necessidade de neutralizar capacidades militares remanescentes. O presidente americano reforçou, em declarações recentes, que a continuidade das operações militares permanece como uma possibilidade caso as negociações não avancem conforme o esperado.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








