Segunda-feira, 02/11/26

Economia

Mirar no centro da meta fiscal pode reduzir dívida bruta em até 2,6 p.p. até 2036

Mirar no centro da meta fiscal pode reduzir dívida bruta em até 2,6 p.p. até 2036
A adoção do centro da meta de resultado primário como parâmetro para a gestão fiscal pode reduzir a projeção da dívida bruta do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)… — Imagem: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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A estimativa, elaborada pelo Tesouro Nacional, consta em processo que tramita no Tribunal de Contas da União (TCU).

A adoção do centro da meta de resultado primário como parâmetro para a gestão fiscal pode reduzir a projeção da dívida bruta do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 0,6 e 2,6 pontos percentuais no período de 2027 a 2036.

Segundo o Tesouro, no cenário de referência que considera o cumprimento do centro da meta, a dívida bruta cairia de aproximadamente 86% em 2027 para 83,4% em 2036. Em contrapartida, no cenário que utiliza o limite inferior da banda, o endividamento atingiria um pico de 88,6% entre 2029 e 2030, encerrando 2036 em 86% do PIB.

Especialistas observam que, embora a mira central seja compatível com os princípios de responsabilidade fiscal, a sustentabilidade das contas públicas depende de um controle estrutural das despesas e de previsibilidade orçamentária. O governo busca, com essa iniciativa, alinhar a execução orçamentária às decisões do TCU e recuperar a confiança dos investidores diante dos desafios fiscais projetados para os próximos anos.

Impacto prático

  • Situação atual: A execução orçamentária tem sido orientada pelo limite inferior da banda de tolerância da meta fiscal, o que permite um espaço maior para despesas, mas gera preocupações sobre a trajetória da dívida pública.
  • O que muda: O governo prepara um projeto de lei complementar (PLP) para que, a partir de 2027, o controle de gastos seja voltado ao centro da meta de superávit primário, fixada em 0,5% do PIB (R$ 73,2 bilhões).
  • Quem é afetado: A medida impacta o planejamento orçamentário federal e a trajetória de endividamento do país, sendo vista como um sinalizador para o mercado financeiro e para a redução de juros futuros.
  • Próximos passos: O Executivo deve encaminhar a proposta ao Congresso Nacional para reforçar o compromisso com o equilíbrio das contas públicas, em meio a discussões sobre medidas de ajuste fiscal e controle de despesas obrigatórias.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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