Terça-feira, 03/11/26

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Aeroporto de Brasília registra 52 colisões com aves no primeiro semestre de 2026

Aeroporto de Brasília registra 52 colisões com aves no primeiro semestre de 2026
O Aeroporto Internacional de Brasília ocupou a segunda posição entre os terminais brasileiros com maior número de colisões entre aeronaves e aves no primeiro semestre de 2026. — Imagem: Michael Melo/Metrópoles

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Os três locais identificados como focos de atração de fauna estão situados dentro do raio de 20 quilômetros da pista principal, área onde o uso do solo possui restrições para evitar riscos à aviação.

O Aeroporto Internacional de Brasília ocupou a segunda posição entre os terminais brasileiros com maior número de colisões entre aeronaves e aves no primeiro semestre de 2026. Segundo relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram contabilizados 52 incidentes desse tipo no período, sendo que seis resultaram em danos às aeronaves.

Entenda o caso

  • Ocorrências: O terminal registrou 52 colisões com aves em 25.639 decolagens realizadas entre janeiro e junho de 2026.
  • Áreas de risco: O relatório aponta que o Zoológico de Brasília, a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) e a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) atraem aves para a Área de Segurança Aeroportuária (ASA).
  • Medidas de controle: A concessionária responsável pelo aeroporto realizou 893 ações de afugentamento no semestre, utilizando cães treinados, sirenes e buzinas.

O documento do Cenipa, revisado em outubro, destaca a necessidade de regulamentação da Lei nº 12.725/2012, que estabelece normas para atividades em áreas aeroportuárias, mas que ainda aguarda decreto para definir fiscalização e sanções.

A administradora do terminal mantém um Programa de Gerenciamento de Risco da Fauna (PGRF), que inclui monitoramento constante, manejo da vegetação e controle de resíduos. Desde 2021, a equipe conta com cães da raça Border Collie para auxiliar no afastamento das aves, método considerado mais eficaz do que os dispositivos sonoros tradicionais.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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