BRASÍLIA
Os três locais identificados como focos de atração de fauna estão situados dentro do raio de 20 quilômetros da pista principal, área onde o uso do solo possui restrições para evitar riscos à aviação.
O Aeroporto Internacional de Brasília ocupou a segunda posição entre os terminais brasileiros com maior número de colisões entre aeronaves e aves no primeiro semestre de 2026. Segundo relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram contabilizados 52 incidentes desse tipo no período, sendo que seis resultaram em danos às aeronaves.
Entenda o caso
- Ocorrências: O terminal registrou 52 colisões com aves em 25.639 decolagens realizadas entre janeiro e junho de 2026.
- Áreas de risco: O relatório aponta que o Zoológico de Brasília, a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) e a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) atraem aves para a Área de Segurança Aeroportuária (ASA).
- Medidas de controle: A concessionária responsável pelo aeroporto realizou 893 ações de afugentamento no semestre, utilizando cães treinados, sirenes e buzinas.
O documento do Cenipa, revisado em outubro, destaca a necessidade de regulamentação da Lei nº 12.725/2012, que estabelece normas para atividades em áreas aeroportuárias, mas que ainda aguarda decreto para definir fiscalização e sanções.
A administradora do terminal mantém um Programa de Gerenciamento de Risco da Fauna (PGRF), que inclui monitoramento constante, manejo da vegetação e controle de resíduos. Desde 2021, a equipe conta com cães da raça Border Collie para auxiliar no afastamento das aves, método considerado mais eficaz do que os dispositivos sonoros tradicionais.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








