Sexta-feira, 06/11/26

PLANO PILOTO

Desigualdade territorial: distância entre periferias e polos de lazer desafia moradores do DF

Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília
Centro Cultural Banco do Brasil — Imagem: Divulgação

Grande parte dos equipamentos de lazer do Distrito Federal está concentrada no Plano Piloto, evidenciando a desigualdade territorial na capital. Locais como o Cine Brasília, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Orla do Lago Paranoá reúnem opções de entretenimento, mas exigem longos deslocamentos de moradores das Regiões Administrativas periféricas.

Para aproveitar esses espaços, quem mora longe do centro precisa investir tempo e dinheiro em transporte público. A localização dos equipamentos e a infraestrutura de mobilidade determinam quem consegue usufruir da cidade, segundo relatos de moradores.

Custos e tempo de deslocamento

Moradores de regiões como Taguatinga e Sobradinho relatam que o trajeto até o centro cultural e de lazer pode durar até 1h30 ou mais, dependendo do trânsito e das condições do transporte público, com despesas que pesam no orçamento mensal.

Para reduzir o impacto financeiro dos deslocamentos, o Governo do Distrito Federal implementou o programa Vai de Graça, que oferece passe livre no transporte coletivo aos domingos e feriados. Até julho, foram contabilizados mais de 49 milhões de acessos.

Sobre a operação noturna, a Secretaria de Transporte e Mobilidade informou que o sistema funciona das 0h às 23h59 aos domingos e feriados, contando com 17 linhas noturnas que operam ininterruptamente durante a madrugada.

Ações de descentralização cultural

Apesar dos avanços na mobilidade, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa reconhece que a gratuidade não elimina todas as barreiras. O custo e o tempo de deslocamento continuam representando obstáculos importantes para a participação da população residente em áreas mais distantes.

Como estratégia de descentralização, a pasta aponta investimentos em editais do Fundo de Apoio à Cultura. Para o ano de 2026, foram destinados R$ 36 milhões ao FAC I e R$ 32 milhões ao FAC II para demais áreas, além do projeto itinerante Circula Circula, que conta com R$ 7 milhões para promover eventos em territórios de maior vulnerabilidade.

Em resumo

  • Onde e quando: Distrito Federal, com concentração de lazer no Plano Piloto e impacto relatado por moradores das periferias.
  • Principais informações: Deslocamentos demorados e custos com transporte e alimentação que podem chegar a R$ 200 por passeio.
  • Medidas anunciadas: Programa de passe livre aos domingos e feriados, linhas noturnas e investimentos de dezenas de milhões de reais em editais do Fundo de Apoio à Cultura.
  • Próximos desdobramentos: Ações complementares de fomento à produção artística local e melhoria contínua nas condições de mobilidade da população.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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