Domingo, 08/11/26

Economia

Combustíveis poderiam custar o dobro sem atuação do governo, aponta setor

Bombas de combustível em posto de atendimento
Preço dos combustíveis no Brasil — Imagem: Divulgação

Se o governo brasileiro não tivesse atuado para limitar o repasse do choque internacional de preços do petróleo provocado pela guerra no Irã, iniciada no fim de fevereiro, os combustíveis poderiam estar custando cerca do dobro do valor atualmente cobrado nas bombas, segundo representantes do setor.

A avaliação é de que a estratégia adotada combinou aumento do refino doméstico, contenção de reajustes nas refinarias, desoneração tributária e um pacote de subvenções, mecanismos que seguraram a inflação no curto prazo, mas geraram distorções de preços e reduziram a competitividade.

Impacto nos preços e mercado internacional

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostram a diferença de valores. No diesel, o preço médio nas refinarias é de R$ 3,57 por litro, ante R$ 7,497 no mercado internacional. No caso da gasolina, o valor na refinaria é de R$ 3,80, contra R$ 7,00 no exterior, em valores aproximados.

Para amortecer o choque externo, a Petrobras elevou o processamento em suas unidades, operando próxima de 98% da capacidade. Do lado tributário, o governo zerou impostos federais como PIS/Cofins e Cide sobre a gasolina, além de conceder subsídios diretos para produtores e importadores.

Impacto no seu bolso

  • Preço dos combustíveis: Poderia estar custando o dobro nas bombas sem a intervenção governamental e os subsídios aplicados.
  • Diferença de valores: O diesel é comercializado internamente a cerca de metade do preço praticado no mercado internacional.
  • Medidas adotadas: Envolveram aumento do refino doméstico, contenção de reajustes, desoneração de tributos federais e subvenções diretas.
  • Desafios futuros: O setor aponta que a política gera perdas de receita para a Petrobras e pressão de caixa com o vencimento de subvenções.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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