Pressão sobre o governo
A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de marcar a sabatina e a votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) para 10 de dezembro aumentou o desafio do governo para aprovar o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A avaliação entre líderes da Casa é que o calendário definido por Alcolumbre encurtou o tempo disponível para o governo construir apoio e consolidar os votos necessários à aprovação do advogado-geral da União.
O papel de Alcolumbre
Para senadores, a decisão de Alcolumbre de marcar a sabatina e não seguir a sugestão do governo foi o mesmo que ele “chamar para briga”.
A expectativa era que Messias teria algumas semanas para conversar com cada parlamentar e estabelecer pontes com lideranças. Agora, com apenas nove dias entre a leitura da mensagem presidencial, marcada para 3 de dezembro, e a sabatina, o governo vê uma janela estreita para organizar essa operação política.
Contexto político
A movimentação ocorre após a conclusão do julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que inflamou a oposição. O ambiente entre o governo e Alcolumbre também se deteriorou.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado, admitiu que o clima segue “de tensão muito grande” e avaliou que não há tempo suficiente para votar a indicação ainda em 2025.
Governistas afirmam que terão de escalar Lula para atuar pessoalmente na articulação. O indicado planeja intensificar as conversas individuais, estratégia que exige tempo.
A aprovação de Messias no STF é o foco principal da articulação política.








