Sábado, 14/03/26

Gakiya Alerta para Riscos de ‘Engessamento’ em Lei Antifacção Aprovada na Câmara

Gakiya Alerta para Riscos de 'Engessamento' em Lei Antifacção Aprovada na Câmara
Gakiya Alerta para Riscos de 'Engessamento' em Lei Antifacção Aprovada na Câmara | Imagem: Reprodução

Promotor critica projeto de lei antifacção

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya expressou preocupações sobre o projeto de lei antifacção aprovado na Câmara dos Deputados. A crítica centraliza-se no que Gakiya considera um potencial “engessamento” das forças-tarefas, impactando o combate ao crime organizado.

Contexto da discussão

Gakiya, que presta depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, destacou a importância da integração entre órgãos federais, polícias estaduais e Ministérios Públicos no combate ao crime. A discussão surgiu em torno do projeto de lei relatado pelo deputado Guilherme Derrite.

O promotor ressaltou a necessidade de cooperação, mas criticou a condição de que as forças-tarefas dependam de acordos entre as instituições. Gakiya alertou para o risco de que disputas políticas possam paralisar as operações, especialmente em estados com governos de diferentes orientações políticas.

Preocupações sobre a legislação

Gakiya também abordou a questão da sobreposição de leis, mencionando a preocupação do Ministério da Justiça sobre um possível “caos jurídico”. O promotor questionou como juízes podem enquadrar criminosos sob a Lei 12.850 ou o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.

Em relação às organizações criminosas, Gakiya argumentou que não há benefícios em classificá-las como terroristas, defendendo o fortalecimento das ferramentas de investigação e o aumento das penas.

O projeto de lei prevê a atuação conjunta de órgãos de investigação em forças-tarefa, formalizada por termos de cooperação. A criação dessas forças-tarefa visa o enfrentamento de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares.

Impacto das novas medidas

A análise de Gakiya sobre o projeto de lei antifacção destaca a importância de um combate eficaz ao crime organizado, com foco na integração e cooperação entre as instituições. As preocupações levantadas pelo promotor visam garantir que as novas medidas legislativas não restrinjam a atuação das forças-tarefas e não gerem insegurança jurídica.

Para mais informações sobre o tema, consulte .

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