Sexta-feira, 19/06/26

Acolhe DF encaminha 390 pessoas para tratamento no DF

Acolhe DF encaminha 390 pessoas para tratamento no DF
Acolhe DF encaminha 390 pessoas para tratamento no DF – Reprodução

Desde a implantação de sua nova fase, o programa Acolhe DF realizou 908 atendimentos em 11 meses e encaminhou 390 pessoas, de forma voluntária, para comunidades terapêuticas para tratamento da dependência química.

Coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), a iniciativa passou a operar sob o Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025. Segundo os dados divulgados, o percentual de acolhimento subiu de 31% para aproximadamente 43% após a ampliação da busca ativa feita pelas equipes.

As ações têm sido concentradas principalmente no Plano Piloto, mas também alcançam regiões como Taguatinga e Ceilândia, além de unidades do Hotel Social. O trabalho inclui identificação, escuta qualificada e encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade para serviços de cuidado, proteção e reconstrução de vínculos.

Além dos acolhimentos em comunidades terapêuticas, o programa registrou 63 encaminhamentos para a Codhab, 53 direcionamentos para oportunidades de emprego, 35 para tratamento de saúde, 28 agendamentos de retorno, 15 retornos ao estado de origem e sete reintegrações ao convívio familiar.

O subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Sejus-DF, Diego Moreno, afirmou que a abordagem humanizada e contínua tem feito diferença no trabalho. Já o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, disse que os resultados confirmam a importância de políticas públicas que combinem acolhimento, cuidado e oportunidades de reinserção social.

Entre os casos acompanhados pelo programa, está o de Carlos Santos, nome fictício usado para preservar a identidade. Aos 42 anos, ele passou mais de três anos vivendo nas ruas da região central de Brasília e, após abordagens das equipes, aceitou o acolhimento em uma comunidade terapêutica. Hoje, está em tratamento e participa de atividades de reinserção social.

*Com informações da Sejus-DF

T LB

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