Segunda-feira, 17/08/26

Alckmin defende que municípios assumam um papel mais ativo na segurança pública

Alckmin defende que municípios assumam um papel mais ativo na segurança pública
Alckmin defende que municípios assumam um papel mais ativo na – Reprodução

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira, 17, na 27ª Conferência Anual Santander, que os municípios assumam um papel mais ativo na segurança pública e afirmou que, no mundo todo, a área é majoritariamente municipalizada. Para ele, a prevenção e a redução da violência exigem integração com políticas locais de saúde, educação, esporte e cultura, além de atuação coordenada contra o crime organizado e nas fronteiras.

Alckmin argumentou que a administração municipal está no território e, por isso, tem melhores condições de identificar focos de desordem e de vulnerabilidade social.

“O município tem que ajudar na saúde, o município tem que ajudar na educação. Ele tem que entrar nas questões da segurança”, disse.

O vice-presidente citou como referência a experiência de “tolerância zero” em Nova York, afirmando que o controle inicial depende de presença no bairro e que, na sequência, a ocupação do espaço público deve ser sustentada por ações sociais e oportunidades para jovens, como qualificação profissional e acesso a trabalho.

Ao tratar do quadro brasileiro, Alckmin destacou a evolução dos indicadores de violência em São Paulo ao longo das últimas décadas, mencionando que, em 2008, o Estado registrava cerca de 2.800 mortes, com taxa próxima de 35 homicídios por 100 mil habitantes e quase 13 mil homicídios dolosos no período citado.

Para ele, os resultados apontam que é possível reduzir a criminalidade com estratégia e continuidade, embora tenha ressaltado que o esforço precisa avançar “muito”.

O vice-presidente também apontou a questão das drogas como vetor central da insegurança, com impacto desproporcional sobre jovens do sexo masculino e de baixa escolaridade, sobretudo em regiões mais pobres. Ele relatou ter ouvido de um padre de sua paróquia a mudança do padrão de consumo, com avanço do crack, e defendeu políticas de acolhimento e recuperação, citando modelos de atendimento 24 horas e posterior encaminhamento a comunidades terapêuticas com estudo e capacitação para reinserção no mercado de trabalho.

Na avaliação de Alckmin, o enfrentamento ao crime precisa ir além do policiamento ostensivo e alcançar a origem organizada das facções, sobretudo pela via financeira. Ele defendeu maior articulação entre entes federativos e órgãos federais, incluindo Polícia Federal e Receita Federal, e mencionou operações em cadeias específicas, como a de combustíveis, com foco em fraudes de preço, fiscais e de qualidade.

Para o vice-presidente, o País também precisa fortalecer o controle de fronteiras, reconhecendo a dificuldade imposta pela extensão territorial, e considerou a criação de uma estrutura nacional dedicada à segurança como parte do esforço de coordenação.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *