O deputado estadual Issy Quinan (MDB) é um dos favoritos à presidência da Assembleia Legislativa de Goiás para o biênio 2027–2028. Faltam quase quatro meses para a nova legislatura. Os concorrentes têm tempo para buscar votos e negociar apoio a outro nome.
Virmondes Cruvinel (União Brasil),l também é um forte concorrente. Os outros são Wilde Cambão (União Brasil), Jamil Calife (PP) e Lissauer Vieira (PL) estão entre os possíveis candidatos. Paulo Cezar Martins (MDB), reeleito para o sétimo mandato consecutivo, anunciou disposição de concorrer. Cairo Salim (MDB) e Paulo do Vale (PSD) também são cotados. Muitos entram para negociar cargos.
Atual primeiro vice-presidente, Issy pertence ao partido do governador Daniel Vilela e trabalha pela presidência há pelo menos dois anos. Publicamente, diz que ainda não iniciou as tratativas e defende chapa única. Ao Jornal Opção, reconheceu que Daniel poderá ser decisivo na escolha.
Bruno Peixoto deixará a Assembleia para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas é o presidente atual, reeleito, participou dos acordos da atual Mesa e deve continuar nas conversas. Caiado também tem vínculos com deputados que integraram a base. Se os três apoiarem o mesmo nome, os demais pretendentes terão mais dificuldade para reunir votos.
Pela divisão inicial entre governo e oposição, a bancada oposicionista terá 14 deputados: cinco do PL, quatro do PT, dois do Novo, dois do PSDB e um do Cidadania. Essa composição pode mudar até a posse, e não há compromisso de voto conjunto para a Mesa.
Apoiar um candidato à presidência não significa aderir ao governo. Bruno venceu em chapa única e por unanimidade em 2023 e voltou a receber o apoio de todos os presentes em outubro de 2024. A Mesa de 2025–2026 incluiu Bia de Lima (PT) na terceira vice-presidência, sem que o partido deixasse a oposição.
Segundo levantamento da Assembleia, 19 dos 41 eleitos não integram a formação atual. Entre eles estão estreantes e políticos que retornam, como Lissauer, que já presidiu a Casa.
Os candidatos precisarão negociar também com esse grupo, que representa quase metade dos votos.
As duas últimas eleições mostram que há espaço para uma chapa de consenso. Para repetir o acordo, os pretendentes terão de negociar, além da presidência, a distribuição dos demais cargos da Mesa e dos postos nas comissões.







