Guilherme Abarno
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O ex-governador e ex-senador José Roberto Arruda lançou, na noite de ontem, o livro de poesias Minhas Estações, em evento realizado na Livraria da Travessa, no Casa Park, em Brasília.
A sessão de autógrafos reuniu centenas de pessoas, entre apoiadores, amigos e curiosos, que formaram fila para conseguir uma dedicatória. Ao lado da filha, Maria Clara, Arruda assinou exemplares e interagiu com o público durante o evento. A obra surgiu durante o período em que esteve fora da atividade política, em meio ao que define como um “exílio”, e também por influência do assessor de imprensa e amigo de longa data, o poeta Silvestre Gorgulho.
“É do exílio, coisas do exílio, uma travessia pelo deserto. Com dificuldades, sem atividade política. Foi o Silvestre que reuniu, retirou alguns textos, acrescentou outros e fez nascer o livro”, disse Arruda ao Jornal de Brasília.
Filiado ao PSD e com o objetivo de retornar ao Governo do Distrito Federal (GDF), Arruda comentou sua situação eleitoral e a expectativa em torno de uma possível candidatura, que depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei da Ficha Limpa.
O julgamento, em plenário virtual entre os dias 22 e 29 de maio, trata da mudança na contagem dos prazos de inelegibilidade, que passariam a ser de oito anos a partir da decisão judicial ou da renúncia ao mandato. “Estou otimista, está nas mãos de Deus e do Supremo“, afirmou.
Arruda ainda se manifestou sobre a principal movimentação política da semana no Distrito Federal: o rompimento entre o ex-governador Ibaneis Rocha e a atual chefe do Executivo, Celina Leão. “Difícil analisar. Entre o traidor e o traído, na televisão e nas novelas, eu sempre torço pelo traído”, finalizou.








