Candidato ao GDF afirma que pretende reproduzir na região o modelo de infraestrutura adotado na Estrutural e defende reforço na segurança e recuperação dos restaurantes comunitários
O ex-governador e candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSD, José Roberto Arruda, afirmou, durante agenda realizada na manhã desta terça-feira (25/8), na Estrutural, que pretende combater a desigualdade social com investimentos em infraestrutura e ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Como exemplo, citou o processo de urbanização que, segundo ele, foi realizado durante sua gestão na própria Estrutural. A proposta, de acordo com o candidato, seria reproduzir o modelo na região de Santa Luzia.
Ao conversar com jornalistas, Arruda destacou o contraste socioeconômico do Distrito Federal. Segundo ele, embora Brasília apresente uma das maiores rendas per capita do país, a capital também convive com níveis elevados de desigualdade. O candidato afirmou ter encontrado, em Santa Luzia, famílias vivendo em condições de extrema precariedade, com falta de infraestrutura, fome e crianças expostas a esgoto a céu aberto.
Para enfrentar esse cenário, Arruda defendeu a retomada de programas sociais adotados em administrações anteriores, entre eles o Pão e Leite e a Cesta Verde. Ele também relembrou obras realizadas na Estrutural durante seu governo e afirmou que a transformação da área ocorreu a partir da implantação de serviços básicos e equipamentos públicos.
“Eu entrei aqui, fiz água, esgoto, água pluvial, asfaltei todas as ruas, fiz escolas, centro de saúde, fiz polícia e a Estrutural virou uma cidade. Eu vou fazer a mesma coisa na Santa Luzia”, declarou. Para o candidato, a chegada da infraestrutura é fundamental para garantir dignidade às famílias e contribuir para a melhoria das condições de vida da população.
Segurança pública
Na área da segurança pública, Arruda afirmou que ainda não pretende anunciar nomes para comandar a Secretaria de Segurança ou a Polícia Militar, deixando eventuais escolhas para depois das eleições. O candidato, porém, fez críticas à atual política de segurança do DF e afirmou que postos policiais construídos durante sua gestão foram desativados, enquanto ações de patrulhamento, como o programa Cosme e Damião, teriam perdido espaço.
Entre as propostas apresentadas está a implantação de um sistema de monitoramento inspirado no Smart Sampa, com utilização de câmeras dotadas de reconhecimento facial e leitura de placas de veículos. A intenção, segundo Arruda, é integrar equipamentos públicos e privados para ampliar a capacidade de identificação e prevenção de crimes.
O candidato também relacionou o aumento da população em situação de rua e das ocupações irregulares ao avanço da criminalidade e classificou o cenário como um problema de desordem urbana. Arruda defendeu uma atuação que combine firmeza e assistência social, com encaminhamento de dependentes químicos para tratamento, acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade e apoio àqueles que desejarem retornar aos seus estados de origem.
“Vamos tratá-los com humanidade, mas com firmeza, dando passagem de volta para quem quer voltar ao seu estado de origem, levando para os albergues aqueles que necessitarem e internando aqueles que são dependentes de drogas”, afirmou.
Restaurantes comunitários
Arruda também apresentou críticas à atual situação dos restaurantes comunitários do Distrito Federal. Na avaliação do candidato, as unidades enfrentam problemas de gestão, manutenção e qualidade dos serviços oferecidos à população.
Para sustentar sua avaliação, ele relatou uma visita recente ao restaurante comunitário do Recanto das Emas, onde, segundo afirmou, encontrou alimentação de baixa qualidade, ambiente inadequado e instalações deterioradas. Arruda lamentou ainda as condições de equipamentos públicos que, segundo ele, foram criados durante sua administração e no governo do ex-governador Joaquim Roriz.
Como proposta, o candidato defendeu a ampliação da rede de restaurantes comunitários para regiões que ainda não contam com o serviço, além da reforma das unidades existentes e de uma fiscalização mais rigorosa dos contratos e da qualidade da alimentação oferecida.
“Vou construir restaurantes comunitários nas cidades onde não tem, reformar os existentes e fazer uma gestão rigorosa, redefinindo contratos para que a alimentação seja de qualidade e para que o ambiente tenha respeito e dignidade”, concluiu Arruda.








