Quinta-feira, 29/10/26

Assembleia Geral da ONU rejeita embargo contra Cuba com menor apoio em 30 anos

Assembleia Geral da ONU rejeita embargo contra Cuba com menor apoio em 30 anos
Assembleia Geral da ONU rejeita embargo contra Cuba com menor – Reprodução

A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta quarta-feira (28), por ampla maioria, uma nova resolução que pede o fim do embargo americano contra Cuba, embora o apoio à ilha tenha caído ao menor nível em três décadas.

Nas últimas semanas, Havana acusou Washington de promover uma ofensiva diplomática contra vários países para que retirassem seu apoio à resolução cubana.

A resolução que, desde 1992, pede o fim do embargo econômico, comercial e financeiro contra a ilha recebeu 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções. Trata-se do menor apoio desde 1995.

Neste ano, a resolução cubana incluiu uma referência às consequências das restrições ao fornecimento de combustível à ilha, impostas desde janeiro pelos Estados Unidos.

“O mundo voltou a se pronunciar majoritariamente contra o embargo, mesmo diante das pressões e chantagens mais grosseiros dos EUA para mudar o rumo desta votação”, comemorou no X o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

Em Nova York, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, acusou Washington de querer “determinar o destino da nação” e “se apropriar” de suas riquezas.

“O embargo mata e castiga nossa população silenciosamente como nunca antes”, afirmou Rodríguez na tribuna.

Minutos antes da votação, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, negou a existência do embargo contra Cuba e afirmou que “as dificuldades enfrentadas pelo povo cubano são culpa exclusiva deste regime comunista corrupto”.

O embaixador destacou que, entre janeiro e agosto, seu governo vendeu mercadorias no valor de 875 milhões de dólares (R$ 4,7 bilhões) ao setor privado cubano, incluindo combustíveis. “É isso que incomoda este regime comunista: a expressão ‘setor privado’”, afirmou.

Na terça-feira, Waltz e Rodríguez protagonizaram uma discussão acalorada durante os debates sobre a resolução cubana, enquanto o diplomata americano denunciava, entre outros assuntos, a repressão na ilha comunista.

Rodríguez, por sua vez, o chamou de “mentiroso”.

T LB

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