O projeto de associação entre a União Europeia (UE) e o Canadá não constitui uma aliança contra os Estados Unidos, afirmou Bruxelas nesta quinta-feira (17), após as ameaças do presidente Donald Trump de cortar as relações comerciais com o bloco.
Em um contexto de distanciamento em relação a Washington, aliado tradicional de Bruxelas e Ottawa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs na quarta-feira ao Canadá que se torne o primeiro “membro associado” do bloco.
O gesto irritou o presidente republicano que, na noite de quarta-feira, o chamou de “ato hostil” e ameaçou impor “tarifas muito sérias” ou cortar as relações comerciais com a UE.
“A proposta para reforçar nossa parceria com o Canadá não é direcionada contra ninguém”, declarou Olof Gill, porta-voz de Comércio da Comissão Europeia.
A iniciativa apresentada por Von der Leyen coincidiu com a visita do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, à sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, onde ele fará um discurso nesta quinta-feira.
A chefe do Executivo da UE também propôs ao Canadá aderir ao futuro “Conselho Europeu de Segurança”, que também reuniria o Reino Unido e a Noruega.
O estatuto de membro associado não está juridicamente definido pelos tratados da UE. No entanto, a Alemanha propôs essa opção para a Ucrânia e sugeriu que ela lhe permitiria participar de reuniões e cúpulas europeias, ainda que sem direito a voto.
O status de membro associado não está juridicamente definido pelos tratados da UE. A Alemanha propôs a medida para a Ucrânia e sugeriu que permitiria a participação de Kiev em reuniões e cúpulas europeias, mas sem direito a voto.








