BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS)
O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, 83, disse nesta terça-feira (8), por meio de sua conta no X, que o tratamento para seu câncer de próstata funcionou conforme o esperado e que seu caso foi controlado pelos médicos.
“Sou profundamente grato aos médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que ajudaram a controlar meu câncer e que continuam cuidando tão bem de mim. A habilidade, dedicação e compaixão deles significam muito”, publicou o ex-presidente.
O ex-presidente havia revelado, em maio de 2025, menos de quatro meses após deixar a Casa Branca, que fora diagnosticado com uma “forma agressiva” de câncer de próstata.
Em outubro daquele ano, um porta-voz do democrata disse que ele estava recebendo radioterapia, como parte do plano de tratamento.
“O tratamento de radioterapia do outono passado funcionou como esperado, e continuo fazendo as coisas que me importam, como terminar minhas memórias”, disse agora o político.
Em agosto de 2026, Hunter Biden, filho do político democrata, havia dito em entrevista à BBC que o câncer de próstata do ex-presidente tinha se espalhado para além dos ossos e lhe causava dores intensas.
“O câncer se espalhou, produziu metástases nos ossos e em outras partes do corpo”, disse Hunter Biden ao programa “Newsnight”, da BBC. “É muito doloroso e, sob vários aspectos, extremamente debilitante.”
O ex-presidente norte-americano emitiu a declaração por ocasião do mês de conscientização sobre o câncer de próstata, celebrado em setembro nos Estados Unidos e em novembro no Brasil.
“Mais de 330 mil homens americanos este ano vão ouvir as palavras que ouvimos na primavera passada, quando fui diagnosticado com câncer de próstata.”
Biden reforçou a importância da detecção precoce da doença. “Se você estiver em risco médio, essa conversa deve começar por volta dos 50”, escreveu.
Biden foi a pessoa mais velha a vencer uma eleição e assumir a Presidência dos Estados Unidos, em 2020, aos 78. A saúde física e a acuidade mental do democrata foram alvo de escrutínio durante sua gestão, de 2021 a 2025.
Biden participou, em junho deste ano, da cerimônia de inauguração da biblioteca presidencial de Barack Obama, em Chicago ele foi vice-presidente de Obama entre 2009 e 2017.
O livro de memórias do democrata sobre sua Presidência tem lançamento previsto para 17 de novembro.
Ele disse que seu livro de memórias presidenciais, intitulado “Promise Me, America” (“Prometa-me, América”, em tradução livre), será sobre “os desafios que enfrentamos como nação, sobre as decisões que tomei e por que as tomei”.
O ex-presidente citou vários momentos que devem aparecer na obra, entre eles a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021, por simpatizantes de Donald Trump, e a Guerra na Ucrânia.
Após um desempenho considerado ruim no debate contra Trump em junho de 2024 e uma onda de pressão dentro do Partido Democrata, Biden desistiu da disputa pela reeleição.
Trump posteriormente derrotou a então vice-presidente Kamala Harris, que havia assumido a candidatura democrata.








