Sexta-feira, 17/07/26

Boletim mantém PIB em 2,3% e eleva inflação para 5,1%

Boletim mantém PIB em 2,3% e eleva inflação para 5,1%
Boletim mantém PIB em 2,3% e eleva inflação para 5,1% – Reprodução

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 e elevou de 4,5% para 5,1% a estimativa de inflação medida pelo IPCA. Os dados constam do Boletim Macrofiscal de julho, divulgado na quarta-feira (15/7).

As informações foram apresentadas em coletiva de imprensa na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília, com participação da secretária de Política Econômica, Débora Freire, do subsecretário de Política Macroeconômica, Rafael Leão, e do subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto. O documento também traz projeções para os setores da economia, o resultado fiscal e a dívida pública.

No cenário externo, o boletim aponta incerteza elevada. A análise cita a trégua temporária entre Estados Unidos e Irã, que reduziu o prêmio de risco sobre a oferta de petróleo e permitiu recuo momentâneo da cotação do Brent, mas registra que a interrupção do cessar-fogo em 8 de julho voltou a elevar o prêmio de risco e os preços do petróleo. O documento também menciona a atividade resiliente e a inflação acima da meta nos Estados Unidos, a estabilização gradual na Zona do Euro, a melhora da indústria e das exportações na China e as pressões inflacionárias e cambiais na América Latina.

Para o Brasil, a projeção de crescimento da economia em 2026 foi mantida em 2,3%. A estimativa para a agropecuária passou de 1,2% para 1,8%, enquanto a previsão para a indústria caiu de 2,2% para 2,1%. Nos serviços, a projeção permaneceu em 2,4%.

No segundo trimestre, a estimativa é de crescimento de 0,8% em relação aos três meses anteriores, após alta de 1,1% no primeiro trimestre. A projeção para a indústria passou de 1,2% para 0,8%, a da agropecuária caiu de 2% para 0,6% e a dos serviços subiu de 0,5% para 0,7%. Segundo o boletim, a desaceleração reflete os efeitos defasados da política monetária restritiva, com recuperação prevista para o quarto trimestre.

Na inflação, as pressões sobre os preços ao consumidor permanecem, sobretudo por causa dos alimentos e dos efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio. A projeção para o IPCA em 2026 subiu de 4,5% para 5,1%, e a do INPC passou de 4,6% para 5,3%. Para 2027, a estimativa do IPCA avançou de 3,5% para 3,6%.

O boletim também destaca riscos ligados ao preço da energia e à possibilidade de um El Niño mais intenso, que pode afetar a produção agrícola. Além disso, apresenta projeções fiscais e informações sobre a revisão dos gastos tributários, incluindo a criação da Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi) e a regulamentação da Lei Complementar nº 224/2025.

T LB

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