Sábado, 02/05/26

Brasil registra menor número de homicídios em dez anos no 1º trimestre

Brasil registra menor número de homicídios em dez anos no 1º trimestre
Brasil registra menor número de homicídios em dez anos no – Reprodução

O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios dos últimos dez anos para o período de janeiro a março. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Os homicídios dolosos totalizaram 7.289 casos em 2026, ante 12.719 em 2016, o que representa uma redução de 42,7%. Já os latrocínios, roubo seguido de morte, caíram para 160 registros, contra 591 em 2016, uma diminuição de 72,9%. A série histórica confirma que esses são os melhores resultados da década para o primeiro trimestre, consolidando a tendência de queda nos crimes letais.

Na comparação entre 2022 e 2026, os homicídios dolosos recuaram 25%, passando de 9.714 para 7.289 casos, enquanto os latrocínios tiveram redução de 48,1%, de 308 para 160. Outro recorte, entre os períodos de 2019-2022 e 2023-2026, mostra queda de 16,2% nos homicídios dolosos, de 41.485 para 34.758 casos.

Além da redução da violência, os dados indicam fortalecimento da atuação do Estado. O cumprimento de mandados de prisão aumentou 37,1%, de 53.212 em 2022 para 72.965 em 2026, refletindo maior capacidade de investigação e responsabilização.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os números demonstram uma mudança na estratégia de enfrentamento à criminalidade, com integração entre forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país. “Isso permite não só prender mais, mas prevenir crimes e salvar vidas”, afirmou o ministro.

A ampliação de investimentos também contribuiu para os resultados. O Fundo Nacional de Segurança Pública saltou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021-2022 para R$ 1,76 bilhão em 2023-2024, um aumento de 80,9%, com recursos destinados a equipamentos, tecnologia, perícia, formação policial e integração entre forças.

“Mais investimento aliado à integração entre União e estados tem impacto direto na redução da violência. Com estruturas mais modernas e atuação coordenada, as forças de segurança conseguem agir com mais precisão e eficiência”, destacou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

A estratégia nacional prioriza o uso de dados para orientar operações e o combate às estruturas econômicas do crime organizado, especialmente a receptação e crimes patrimoniais que o financiam.

T LB

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