Proposta para o novo parque distrital
O Instituto Brasília Ambiental promoveu uma consulta pública com moradores de Brazlândia na noite desta terça-feira (15) para discutir a criação de um novo parque distrital na região. O encontro, realizado na sede da Administração Regional de Brazlândia, busca definir os detalhes de uma nova unidade de conservação de proteção integral.
Nomenclatura e características
O nome da unidade, ainda em deliberação com a comunidade, poderá ser Parque Distrital das Araras ou Parque Distrital das Águas. A proposta prevê a implantação de um parque com proteção integral da biodiversidade, estabelecendo também zonas de amortecimento para permitir o uso público controlado e conciliar a conservação com atividades sustentáveis.
Com uma área aproximada de 1,6 mil hectares, a futura unidade de conservação será vinculada ao Parque Ecológico Veredinha, que é a unidade base já consolidada na região. O projeto teve origem durante a revisão do plano de manejo da Floresta Nacional de Brasília, conduzida pelo ICMBio em 2024. A área já está prevista no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) como destinada à criação de uma unidade de conservação de proteção integral.
Articulação e relevância do parque distrital
Antes da consulta pública, o Brasília Ambiental realizou tratativas com órgãos como a Empresa de Regularização de Terras (ETR), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). O objetivo foi identificar possíveis conflitos relacionados à delimitação da área e a processos de regularização fundiária.
Importância ambiental e participação popular
O presidente do instituto, Gutemberg Gomes, reforçou o compromisso com a proteção do Cerrado. “Apresentamos hoje a poligonal proposta do Parque das Araras ou Parque das Águas, uma unidade de conservação para o DF e para Brazlândia, uma iniciativa que protege o Cerrado e nossas águas”, afirmou.
Levantamentos técnicos no local identificaram a presença de pelo menos três espécies de flora endêmicas ameaçadas de extinção, como a Lobelia brasiliensis. No levantamento de fauna, foi registrada a presença de araras, que inspiraram uma das propostas de nome para o parque.
O superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água destacou o avanço significativo do projeto. “Estamos muito felizes com toda a participação popular, vamos compilar todas as contribuições, colocar no processo. É uma área muito importante para a questão hídrica do Distrito Federal”, disse.
Durante o encontro, a comunidade reconheceu a importância da iniciativa e manifestou interesse em participar ativamente de todas as etapas do processo. A definição do nome e os próximos passos para a formalização do parque seguirão em debate, considerando as contribuições da população e dos órgãos envolvidos. O prazo para contribuições vai até 17 de maio de 2026 e podem ser apresentadas pelo protocolo eletrônico da autarquia.








