Sexta-feira, 26/06/26

Britânica acusada de matar namorado pode receber pena de morte em Dubai

Britânica acusada de matar namorado pode receber pena de morte em Dubai
Britânica acusada de matar namorado pode receber pena de morte – Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

Uma influencer britânica de 23 anos foi presa em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, acusada de matar o namorado a facadas, e pode ser condenada à morte por fuzilamento se for considerada culpada.

Brooke George foi acusada de homicídio premeditado pela morte do namorado em Dubai. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela ONG Detained in Dubai. A influencer britânica, de Gravesend, em Kent, foi presa no domingo (22), após a morte de um homem com quem mantinha relacionamento e que teria conhecido pela internet.

A influencer pode ser condenada à morte se for considerada culpada. A Detained in Dubai afirma que Brooke pode enfrentar pena de morte por fuzilamento pela legislação dos Emirados Árabes Unidos.

A versão apresentada pela ONG é que Brooke agiu em legítima defesa. Segundo a Detained in Dubai, a jovem afirma que pegou uma faca de cozinha durante uma agressão do namorado porque “temia pela própria vida”.

A ONG afirma que a relação teria se tornado abusiva na segunda viagem dela a Dubai. Brooke disse que o namorado passou a agir de forma controladora e violenta, teria retido seu passaporte e a atacado no apartamento onde estavam.

O governo britânico diz que presta assistência à família. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido afirmou à BBC que está em contato com uma britânica detida nos Emirados Árabes Unidos, apoia os familiares e mantém contato com autoridades locais.

Na última postagem no Instagram, feita há três semanas, Brooke aparece de biquíni em uma praia, com prédios de Dubai ao fundo. A Detained in Dubai citou uma sessão profissional de fotos de biquíni, organizada durante a primeira viagem dela ao emirado, como um dos pontos que geraram preocupação em pessoas próximas à jovem.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A Detained in Dubai pede que o caso seja tratado como violência doméstica. A organização afirma que Brooke deve ser solta sob fiança durante a investigação e receber atendimento médico, acesso a advogado e assistência consular britânica.

A ONG também levantou suspeitas sobre as circunstâncias da viagem. A presidente da Detained in Dubai, Radha Stirling, disse que pessoas próximas a Brooke ficaram preocupadas com a possibilidade de ela ter sido atraída a Dubai “sob falsos pretextos”.

A entidade cita uma série de pontos que teriam aumentado a preocupação de familiares e amigos. Entre eles estão a passagem só de ida, a suposta retenção do passaporte, uma sessão de fotos profissional de biquíni organizada na primeira viagem e mensagens em que Brooke teria dito a amigos que “as coisas não pareciam certas”.

Brooke teria tentado sair do país após o episódio. Segundo a Detained in Dubai, a família diz que ela deixou o apartamento em estado de choque e tentou voltar para casa.

O QUE DIZ A MÃE

A mãe de Brooke disse que percebeu uma mudança no comportamento da filha antes do caso. Thereza George afirmou, em relato divulgado pela Detained in Dubai, que a jovem estava mais quieta e não parecia a mesma depois de voltar a Dubai pela segunda vez.

Ela afirmou que a filha estava “absolutamente aterrorizada” após o episódio. Segundo Thereza, Brooke chorava muito e estava com um dos olhos inchado quando falou com a família depois da morte do namorado.

A mãe disse acreditar que Brooke tentava voltar para casa. Thereza afirmou estar “profundamente preocupada” com o bem-estar da filha e disse acreditar que ela tentava escapar do que havia acontecido em Dubai

ALEGAÇÕES SOBRE A PRISÃO

A ONG afirma que Brooke não teve acesso imediato a advogado nem à embaixada. A Detained in Dubai diz que a jovem teria prestado declarações sem a presença de defesa e sem assistência consular adequada.

Brooke também relatou ter sido obrigada a tirar a roupa diante de policiais homens. Segundo a ONG, ela estava detida na delegacia de Bur Dubai quando teria passado pela situação, sem a presença de uma policial mulher. A organização classificou o episódio como humilhante e angustiante.

As autoridades de Dubai não haviam se manifestado publicamente sobre o caso.

T LB

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