Sexta-feira, 07/08/26

Caiado diz que não faria retaliação aos Estados Unidos em razão do tarifaço

Caiado diz que não faria retaliação aos Estados Unidos em razão do tarifaço
Caiado diz que não faria retaliação aos Estados Unidos em – Reprodução

Brasília, 07 – O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que não faria retaliação aos Estados Unidos em razão do tarifaço. As declarações ocorreram nesta sexta-feira, 7, durante sabatina da GloboNews. Na ocasião, Caiado disse que a medida poderia causar a perda de investimentos dos Estados Unidos no Brasil.

Caiado admitiu que o impacto do tarifaço é “péssimo”, com medidas nocivas para o Brasil, sobretudo para o agronegócio, mas disse que faria uma conversa em “alto nível” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O Itamaraty não vai ser mais um braço ideológico do PT. Eu quero trazer as boas cabeças”, disse o candidato do PSD. “À hora que eu sentar à mesa com o Trump, eu sentarei com aqueles assuntos discutidos, será uma conversa em alto nível”, declarou.

Ao ser questionado se faria retaliação aos Estados Unidos se Trump mantivesse as tarifas, Caiado respondeu: “Eu? Retaliar os americanos? Para acabar com o resto das exportações que nós temos e perder todos os investimentos americanos? Alguém com a cabeça sã falaria uma asneira dessa?”

Pix

Caiado também disse rejeitar a ideia de colocar o Pix em negociação. “Isso é um sentimento nacional”, afirmou o candidato, ao ressaltar que a tecnologia foi criada no Brasil. Segundo ele, o assunto sequer entraria em pauta. Perguntado sobre o que colocaria em negociação, Caiado mencionou as terras raras brasileiras.

“Alguém tem o que eu tenho em terras raras pesadas? Alguém no mundo tem o nióbio que eu tenho? Se eu fechar a mina de Goiás e de Minas hoje, ninguém produz aço no mundo. Hoje, fora da China, quem tem terras raras?”, disse, ao se referir ao Brasil.

Ainda no âmbito da diplomacia, o candidato do PSD disse que não brigaria com os chineses por reconhecer que há fortes investimentos do país asiático no Brasil.

Previdência

Ronaldo Caiado defendeu também a necessidade de discutir a “sustentabilidade” da Previdência Social, ao ser questionado sobre possíveis cortes em um eventual governo. “O Brasil está envelhecendo”, disse.

Estadão Conteúdo

T LB

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