Sábado, 12/09/26

Campanha cobra candidatos por compromisso com o Cerrado

Campanha cobra candidatos por compromisso com o Cerrado
Campanha cobra candidatos por compromisso com o Cerrado – Reprodução

Organizações da sociedade civil lançaram a campanha #VotePeloCerrado para pressionar candidatos às eleições deste ano a assumirem compromissos com a proteção do bioma e dos povos que vivem nele. A mobilização foi apresentada nesta sexta-feira (11), Dia Nacional do Cerrado, e reúne entidades ligadas à defesa ambiental, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

A campanha disponibilizou uma carta-compromisso no site votepelocerrado.org.br, com o objetivo de formalizar quais postulantes às vagas no Executivo e no Legislativo se comprometem publicamente com as demandas apresentadas. Entre os pontos defendidos estão o reconhecimento do Cerrado como patrimônio nacional, a proteção das águas, a garantia de terra e território aos povos tradicionais, o combate à grilagem e à violência no campo, além do fortalecimento da agroecologia e da agricultura familiar.

Durante o lançamento, as entidades destacaram a importância do bioma para o abastecimento hídrico do país. Segundo o texto da campanha, o Cerrado abriga as nascentes que alimentam oito das 12 principais bacias hidrográficas brasileiras. O material também afirma que mais de 50% da vegetação nativa já foi destruída e que os rios do bioma enfrentam redução média de 27% na vazão.

A Rede Cerrado, que reúne mais de 500 organizações por meio de associadas, e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que articula mais de 60 entidades, lideram a mobilização. Segundo as organizações, a proteção do bioma deve ser tratada como uma pauta de longo prazo e vinculada a políticas que garantam território, crédito, acesso a mercados, saúde, educação e condições dignas de vida.

No lançamento online, o presidente do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Samuel Leite Caetano, afirmou que a escolha de representantes comprometidos com pautas ambientais e direitos territoriais é decisiva. Já a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, disse que o momento político de retrocesso de legislações ambientais reforça a necessidade de atenção nas eleições deste ano.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *