A via interoceânica já reduziu progressivamente o limite máximo de navios de 36 para 32 por dia. Porém, Ilya Espino de Marotta, que assumiu nesta segunda-feira (7) a administração do canal, afirmou em entrevista que não descarta novas medidas se a seca não diminuir.
O canal opera utilizando água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatun e Alhajuela, cujos níveis diminuíram devido à seca causada pelo fenômeno El Niño, que se configura como o mais intenso já registrado e que provocou um alerta nacional.
Em 2023, o El Niño obrigou a reduzir de 38 para 22 o número de passagens diárias porque os lagos registraram níveis mínimos.
Espino de Marotta, a primeira mulher a dirigir o canal construído pelos Estados Unidos em 1914, afirmou, no entanto, que não espera voltar às restrições de 2023.
Na sexta-feira, o canal registrou o trânsito de 34 embarcações, nível que será reduzido para 32 a partir de 15 de setembro. O calado máximo (a profundidade em que afundam) também foi reduzido, de forma progressiva, de 15,24 para 14,63 metros.








