Quinta-feira, 07/05/26

Cármen Lúcia critica violência de gênero em última sessão como presidente do TSE

Cármen Lúcia critica violência de gênero em última sessão como presidente do TSE
Cármen Lúcia critica violência de gênero em última sessão como – Reprodução

São Paulo, 07 – A ministra Cármen Lúcia se despediu da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 7. Ao encerrar o último julgamento à frente da Corte, ela fez críticas à violência “bárbara” enfrentada por mulheres em espaços de poder e foi homenageada por colegas.

A ministra afirmou que a Justiça Eleitoral deve seguir atuando para garantir igualdade de gênero na vida pública e no processo político. “Isso não é um problema de civilidade. Isso é um problema de humanidade. E o que nós queremos é uma Justiça para humanos e humanas igualmente dignas”, declarou.

“O anseio que todas nós temos é que as advogadas brasileiras tenham o mesmo espaço, as mesmas possibilidades, porque são tão qualificadas quanto qualquer dos melhores advogados do Brasil?”, disse, acrescentando que candidatas, advogadas e defensoras ainda enfrentam mais obstáculos para exercer suas funções.

Cármen Lúcia está em sua segunda passagem pela Corte Eleitoral. Ela foi a primeira mulher a presidir o TSE e comandou duas eleições municipais, em 2012 e 2024.

A ministra recebeu homenagens do ministro Nunes Marques, que assume a presidência do TSE na próxima terça-feira, 12, e ficará responsável pela condução da Justiça Eleitoral durante as eleições deste ano.

Ele destacou sua atuação para dar visibilidade a questões relacionadas à participação feminina na vida pública e sua “defesa intransigente” da inclusão de advogadas nas listas tríplices para todas as Cortes Eleitorais.

“Vossa excelência defendeu os institutos mais caros de nossa democracia com o compromisso próprio de quem é apaixonada pelo nosso país”, disse o ministro, que afirmou que ele e André Mendonça, que tomará posse como vice-presidente, serão fiéis ao exemplo deixado por ela na condução das eleições de 2024: “Firmeza no cumprimento das normas eleitorais, zelo na garantia dos direitos inerentes à cidadania e serenidade na condução dos trabalhos”, enumerou.

O procurador-geral da República Paulo Gonet, que também participou da sessão, definiu a trajetória profissional de Cármen Lúcia nas Cortes superiores como “exitosa, culta e íntegra”. “Vossa excelência deixa na memória da Corte os melhores traços. A defesa da democracia e da efetivação dos direitos básicos a que ela serve e que lhe imprimem a essência marcam a passagem de vossa excelência no TSE”, disse.

Estadão Conteúdo

T LB

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