Irregularidades na SMT: relatório da CEI aponta prejuízo de R$ 52,8 milhões
Irregularidades na SMT foram relatadas pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) após quase oito meses de apuração. O relatório final, aprovado por unanimidade, aponta um prejuízo de R$ 52,8 milhões aos cofres públicos decorrente de contratos e compras com problemas.
O documento será encaminhado ao Ministério Público do Estado de Goiás, à Prefeitura de Goiânia, ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Polícia Civil para análise e eventuais providências.
Principais pontos investigados
A CEI concentrou-se em contratos e aquisições que apresentaram indícios de irregularidade, entre eles:
- Compra de cavaletes — contrato com a empresa JBA e entrega parcial de material.
- Instalação e operação de fotossensores — contratos com as empresas Trana e EIT, com reaproveitamento de equipamentos e indícios de sublocação e superfaturamento.
- Serviço de sincronização de semáforos — contrato com a Dataprom iniciado em 1997 sem nova licitação.
Pessoas e empresas citadas
- Ex-secretários: José Geraldo Freire, Miguel Tiago, Patrícia Pereira Veras, Paulo Antônio Sanches.
- Servidores e ex-diretores da SMT: Abadio Antônio dos Santos, Carlos Alberto de Miranda, José Carlos Martins, Maria Bernadete dos Santos, Patrícia Duarte, Alexandre Kruk.
- Empresários e empresas: Marcos Pinto Rôla (Trana), Venício Prata Júnior (Trana), integrantes da EIT, Cleomar Antônio de Souza (JBA), Alberto Muad Abujamra e Simara Previdi (Dataprom).
Encaminhamentos e respostas
O relatório foi remetido aos órgãos competentes para avaliação e possível instauração de procedimentos. O Ministério Público do Estado de Goiás poderá oferecer denúncia contra os envolvidos.
A Dataprom divulgou nota em que repudia as conclusões e afirma não haver irregularidade na contratação. A CEI também enviou documentos complementares sobre outros contratos para análise separada.
Para acompanhar futuros desdobramentos, consulte o site do Ministério Público do Estado de Goiás: https://www.mpgo.mp.br e a cobertura local em G1 Goiás.
O relatório detalha irregularidades na compra de materiais, na contratação de serviços de fiscalização eletrônica e na manutenção da sinalização viária, e as próximas etapas dependem das análises do MP-GO e dos demais órgãos envolvidos em apuração das irregularidades na SMT.
Por Correio de Santa Maria, com informações de G1.








