Por Suzano Almeida e Luiza Melo
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), saiu em defesa do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), após motim dentro da legenda que o distrital preside. A fala da chefe do Executivo local ocorreu, nesta segunda-feira (8), durante agenda com o setor produtivo, depois que o deputado federal Rafael Prudente, apoiado por quatro deputados distritais, pediu intervenção do Diretório Nacional do MDB no Distrito Federal.
Na última sexta-feira (5), o Jornal de Brasília revelou em primeira-mão que um grupo de parlamentares, além do próprio ex-governador Ibaneis Rocha, do MDB-DF enviaram ao presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, uma carta pedindo autonomia dos deputados para decidir quem irão apoiar para os cargos majoritários.
Uma das reclamações do grupo é o fato de Celina ainda não ter se posicionado favorável à candidatura de Ibaneis ao Senado em sua chapa. O outro motivo é o desejo de Rafael Prudente de sair candidato ao Palácio do Buriti.
A governadora chegou a ser cobrada publicamente pelo seu antecessor, houve movimento para um rompimento, mas Wellington Luiz buscou apaziguar os ânimos e manter a unidade de PP e MDB.
“As pessoas são injustas conosco, porque a gente pensa que todo mundo é igual a gente, que vai pagar o bem com o bem. Mas tem gente que paga o bem com o mal. Você é um amigo, uma pessoa que honra o seu mandato, que tem o respeito da sua categoria, que é a Polícia Civil, dos deputados distritais”, afirmou a governadora.
Celina expôs ainda sua amizade com o chefe do Legislativo distrital. “E, hoje, eu quero aqui te agradecer pela sua firmeza, por sua coragem, mas principalmente por sua decência. Brasília é uma cidade em que as pessoas fazem avaliação sobre os cenários políticos e as pessoas sabem o tamanho que você é, o gigante que você é e a pessoa que você é”, elogiou.
Ao assumir o microfone, o presidente da CLDF devolveu os cumprimentos e elevou a temperatura política do encontro. Wellington Luiz ressaltou a união com a governadora e, sem hesitação, projetou a vitória do grupo nas próximas eleições.
“Sob o comando da Celina, não tem turma nenhuma. Nós vamos fazer em poucos meses o que muitos outros não tiveram coragem de fazer. E nos próximos quatro anos, porque nós vamos ganhar a eleição”, cravou o distrital.
Trazendo para o discurso sua formação policial, Wellington utilizou metáforas de guerra para blindar a parceria com a governadora e mandar um recado direto aos adversários: “Sabe que lealdade no campo de guerra é o que mais a gente mantém vivo. Se tem uma coisa que nós vamos seguir, é juntos e leais. E nós não temos medo”, disse. “Se tem uma coisa que nós não temos medo é de briga. Porque a briga é boa quando ela é grande. Então, vamos nos preparar.”
Em um dos momentos mais emblemáticos da fala, Wellington mandou um recado aos críticos, ironizando o termo “marreta” — frequentemente associado a embates políticos duros na capital. “Você enfrentou uma turma e eu vou devolver ela na Câmara, deitando a gente que chamou de marreta. Mas agora você tem uma marreta também que não tem medo”, disparou.








