O chefe da ONU advertiu que esses sistemas, agora capazes de escrever códigos, atuar online e tomar decisões com cada vez menos supervisão humana, evoluem “a uma velocidade vertiginosa”, mais rápido do que as instituições encarregadas de controlá-los.
“Nossas instituições foram concebidas para enquadrar máquinas que executam ordens. Elas não estão preparadas para governar máquinas que tomam decisões. E certos limites, uma vez ultrapassados, não podem ser restabelecidos”, explicou.
A escolha não é “entre a confiança cega na IA e o medo dela”, mas “entre uma governança pensada e organizada, ou uma deriva deixada ao acaso”, alertou Guterres.
Para ele, o vibe-coding (quando a IA cria códigos a partir do que os usuários ditam em linguagem simples) “pode fazer maravilhas, mas (…) não se pode ‘vibe-code’ o futuro da humanidade”.
Ele destaca três riscos: a rapidez do desenvolvimento da IA, a concentração das capacidades nas mãos de um pequeno número de empresas e países e a ameaça que os conteúdos gerados por IA representam para a informação e a credibilidade dos fatos.
Crianças “enganadas”
Essas tecnologias têm o potencial de acelerar o desenvolvimento, melhorar a assistência à saúde ou o acesso à educação, mas Guterres pede que sejam respeitadas quatro prioridades: a segurança, os direitos humanos, as capacidades dos países em desenvolvimento e a transparência.








