Segunda-feira, 06/07/26

Chefe da ONU defende governança global da inteligência artificial

Chefe da ONU defende governança global da inteligência artificial
Chefe da ONU defende governança global da inteligência artificial – Reprodução

O chefe da ONU advertiu que esses sistemas, agora capazes de escrever códigos, atuar online e tomar decisões com cada vez menos supervisão humana, evoluem “a uma velocidade vertiginosa”, mais rápido do que as instituições encarregadas de controlá-los.

“Nossas instituições foram concebidas para enquadrar máquinas que executam ordens. Elas não estão preparadas para governar máquinas que tomam decisões. E certos limites, uma vez ultrapassados, não podem ser restabelecidos”, explicou.

A escolha não é “entre a confiança cega na IA e o medo dela”, mas “entre uma governança pensada e organizada, ou uma deriva deixada ao acaso”, alertou Guterres.

Para ele, o vibe-coding (quando a IA cria códigos a partir do que os usuários ditam em linguagem simples) “pode fazer maravilhas, mas (…) não se pode ‘vibe-code’ o futuro da humanidade”.

Ele destaca três riscos: a rapidez do desenvolvimento da IA, a concentração das capacidades nas mãos de um pequeno número de empresas e países e a ameaça que os conteúdos gerados por IA representam para a informação e a credibilidade dos fatos.

Crianças “enganadas”

Essas tecnologias têm o potencial de acelerar o desenvolvimento, melhorar a assistência à saúde ou o acesso à educação, mas Guterres pede que sejam respeitadas quatro prioridades: a segurança, os direitos humanos, as capacidades dos países em desenvolvimento e a transparência.


T LB

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