A China condicionou a ampliação das compras de produtos agrícolas dos EUA à implementação efetiva de um acordo de redução recíproca de tarifas entre os dois países. A declaração foi feita nesta quinta-feira pelo Ministério do Comércio em Pequim, sinalizando que as concessões tarifárias continuam sendo fundamentais para as negociações bilaterais.
Em setembro, durante uma cúpula em Washington, os governos propuseram um pacote de reduções tarifárias recíprocas no valor de US$ 60 bilhões. O montante inclui cerca de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos que o mercado chinês importaria em 2024, embora o plano ainda aguarde finalização completa.
Negociações e ritmo das importações
Um porta-voz do Ministério do Comércio reiterou que o país mantém abertura para ampliar as aquisições agrícolas, desde que haja reciprocidade na diminuição de barreiras comerciais e expansão do acesso ao mercado. A Casa Branca havia informado anteriormente que Pequim concordou em adquirir US$ 17 bilhões anualmente em produtos agrícolas a partir de 2026, com metas proporcionais ajustadas para o período anterior.
Apesar da retomada em cargas específicas de soja, o ritmo de compras em outros itens como carne e milho tem gerado incertezas entre produtores norte-americanos, que enfrentam custos elevados de produção. Operadores do mercado apontam que a redução efetiva de tarifas é um passo essencial para viabilizar comercialmente transações em maior escala.
Impacto no seu bolso
- O que mudou: A China condicionou novas compras agrícolas à efetivação de cortes tarifários recíprocos entre os dois países.
- Valores e indicadores: O pacote em negociação envolve reduções tarifárias de US$ 60 bilhões, com meta de US$ 17 bilhões anuais em importações agrícolas a partir de 2026.
- Quem é afetado: Agricultores e operadores do setor agrícola dos Estados Unidos e o mercado internacional de commodities.
- Quando vale: As negociações prosseguem e um grupo de trabalho bilateral deve se reunir antes do fim do ano para definir os próximos passos.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








