China e Rússia impediram que as discussões anuais sobre a Antártida fossem concluídas com um acordo para reforçar a proteção dos pinguins-imperadores, uma espécie ameaçada, declarou um funcionário nesta quinta-feira (21).
A conferência, organizada este ano na região de Hiroshima, no Japão, reuniu os 12 países signatários originais do Tratado da Antártica – que agora conta com 58 partes – bem como outros 17 países que realizam importantes atividades de pesquisa no continente.
Entre os temas mais acompanhados este ano estava o status dos pinguins-imperadores, que a União Internacional para a Conservação da Natureza declarou em perigo no mês passado. Sua população diminuiu, sobretudo devido à mudança climática, que provoca o derretimento prematuro da banquisa.
Embora a reunião tenha confirmado que a proteção dos pinguins-imperadores era uma prioridade, não chegou a declará-los sob o status de espécie especialmente protegida.
A China se opôs “firmemente” a tal designação, e “a Rússia se alinhou à China”, declarou Hideki Uyama, do Ministério das Relações Exteriores do Japão, durante uma coletiva de imprensa ao término da reunião que presidiu.
“É muito decepcionante que não tenhamos conseguido chegar a um consenso”, lamentou, qualificando, contudo, como “avanço importante” o fato de que todos os participantes tenham concordado em continuar as discussões. O encontro também abordou como gerir o número crescente de turistas que chegam ao frágil continente.
Cerca de 120.000 pessoas visitaram a Antártida em 2024-2025, e os representantes dos diferentes países refletiram sobre possíveis restrições a determinadas áreas ou atividades, bem como sobre a implementação de cotas.








