Nome da chuva vem da constelação de Órion, onde fica o radiante, ponto de onde os meteoros parecem sair. Esse radiante está perto da estrela Betelgeuse, mas os riscos de luz podem aparecer em qualquer parte do céu, e Órion é conhecida no Brasil por abrigar as Três Marias.
Como observar
Lua deve atrapalhar menos depois da meia-noite, abrindo uma janela melhor para observar. Em 2026, o satélite está na fase crescente, com 77% do disco iluminado, mas se põe após as 0h, o que favorece a observação entre 1h40 e o amanhecer.
Observação é possível de norte a sul, com pequena vantagem para quem está no Norte e no Nordeste. “A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no norte e nordeste, onde ele sobe mais alto”, afirmou De Cicco.
Você não precisa de nenhum equipamento especial nem de muita habilidade para observar uma chuva de meteoros. Para o Hemisfério Sul, a orientação é se colocar na direção voltada para o nordeste e olhar na direção nordeste/norte, mas mantendo o olhar ligeiramente deslocado (cerca de 30 a 45 ao redor de Órion) para ver rastros mais longos.
Mas para tentar observar as chuvas é necessário estar em um local com baixa poluição luminosa. Recomenda-se que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta e é imprescindível que o tempo esteja bom.
Por que a Orionídeas acontece
Elas resultam da passagem da Terra através dos detritos deixados pelo cometa Halley, que só visita a Terra a cada 75 a 76 anos. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos queimam e criam os traços luminosos que vemos no céu. O período de atividade deste fenômeno astronômico em 2026 vai de 2 de outubro a 7 de novembro, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos.






