Quarta-feira, 20/05/26

Cientistas argentinos recolhem roedores em Ushuaia para descartar presença do hantavírus

Cientistas argentinos recolhem roedores em Ushuaia para descartar presença do hantavírus
Cientistas argentinos recolhem roedores em Ushuaia para descartar presença do – Reprodução

Cientistas argentinos recolheram, nesta terça-feira (19), as armadilhas para roedores que haviam colocado nos arredores de Ushuaia, a fim de analisá-las e descartar a presença do hantavírus nesta cidade, de onde partiu o navio de cruzeiro que registrou um surto com três mortes.

A missão científica precisa capturar um número significativo de roedores para extrair tecidos e sangue, que serão enviados a Buenos Aires para análise.

Os trabalhos continuarão durante toda a semana e os resultados são esperados em um mês, segundo especialistas.

Estes ratos selvagens, conhecidos como “colilargos”, são mais frequentes no Parque Nacional da Terra do Fogo, a 15 quilômetros da cidade, uma área de 70.000 hectares que recebe cerca de 400.000 visitantes anualmente, e onde foram posicionadas cerca de 100 armadilhas.

A província da Terra do Fogo, uma ilha cuja capital é Ushuaia, nunca registrou casos de hantavírus desde que a notificação se tornou obrigatória em 1996.

O surto observado no cruzeiro Hondius corresponde à cepa Andes, a mais perigosa por ter capacidade de transmissão entre humanos.

O navio partiu de Ushuaia em 1º de abril. A cepa Andes até agora só foi identificada em outras províncias do sul da Argentina e no sul do Chile.

T LB

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