A matéria comum compõe estrelas, planetas, pessoas e tudo o mais que podemos ver. Mas ela representa apenas cerca de 15% de toda a matéria do universo. Acredita-se que o restante seja matéria escura, que não emite nem reflete luz, tornando-a invisível ao olho humano e aos telescópios. Mas os cientistas estão confiantes de que a matéria escura existe devido aos seus efeitos gravitacionais em escalas galácticas.
O físico de partículas Sam Eriksen, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, autor principal de um estudo que descreve o trabalho, afirmou que isso “pode ser o primeiro indício de uma observação da matéria escura”.
Acredita-se que a matéria escura interaja apenas muito raramente com a matéria comum. O experimento LUX-ZEPLIN, ou LZ, em andamento, no qual a observação ocorreu, foi projetado para detectar tais interações e está otimizado para buscar WIMPs.
A pesquisa utiliza 10 toneladas do elemento químico xenônio na forma líquida dentro de um detector, um grande recipiente cilíndrico, que é administrado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
Os pesquisadores estão buscando a matéria escura que se espalha ao colidir com átomos de xenônio. Quando uma partícula se espalha, eles observam flashes de luz, e as propriedades desses flashes revelam que tipo de partícula interagiu com o xenônio.
Em um anúncio feito na terça-feira durante uma conferência científica no Japão e descrito no estudo enviado à revista Physical Review Letters, os cientistas relataram a detecção de uma interação entre um átomo de xenônio e outra partícula que pareceu ocorrer da maneira prevista para um WIMP.








