Segunda-feira, 26/10/26

Coalizão saudita diz ter destruído instalações de mísseis dos Houthis no Iêmen

Coalizão saudita diz ter destruído instalações de mísseis dos Houthis no Iêmen
Coalizão saudita diz ter destruído instalações de mísseis dos Houthis – Reprodução

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou nesta segunda-feira, 26, que destruiu cinco túneis usados para armazenar mísseis balísticos, quatro lançadores e outro depósito de armamentos em áreas do Iêmen controladas pelos Houthis, apoiados pelo Irã. Segundo o porta-voz da coalizão, major-general Turki al-Malki, a operação enfraqueceu a capacidade dos rebeldes de atacar o território saudita e buscou interromper suas linhas de abastecimento. Ele prometeu manter “medidas operacionais de dissuasão”.

Explosões foram ouvidas em Sanaa, a capital dominada pelos Houthis, e na costa do Mar Vermelho. Moradores relataram ao menos quatro detonações na região oeste da cidade. Na cidade portuária de Mokha, recém-capturada pelos rebeldes, um foguete atingiu um edifício residencial de quatro andares, segundo testemunhas. Ao menos dez casas e o hospital local ficaram danificados. A TV Al-Masirah, ligada aos Houthis, também relatou ataques nas províncias de Saada e Taiz.

Os Houthis, por sua vez, afirmaram ter lançado mísseis balísticos contra concentrações de tropas e depósitos de armas de forças governamentais apoiadas por Riad em Áden e Lahj. A alegação não pôde ser verificada de forma independente. No domingo, o governo iemenita acusou o grupo de atingir campos de deslocados em Áden, sem apresentar provas.

Em Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, negou relatos de divergências entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os militares sobre uma eventual operação contra o Irã antes das eleições de terça-feira. No domingo, o Canal 12 noticiou que o chefe do Estado-Maior se opôs a uma “ação” ordenada por Netanyahu por temer a retomada do conflito. O gabinete do premiê classificou a informação como “notícia falsa”. “Não houve qualquer intenção de iniciar um ataque contra o Irã antes das eleições”, disse Katz, ressaltando que Israel responderia com força a uma agressão iraniana.

O presidente israelense, Isaac Herzog, afirmou que não aceitará pressões do presidente americano, Donald Trump, na escolha de quem tentará formar o próximo governo. “Nem Trump nem qualquer outra pessoa pode interferir”, declarou à MS NOW. Trump reiterou apoio à reeleição de Netanyahu. Com a perspectiva de nenhum partido obter maioria no Knesset, caberá a Herzog indicar um líder para tentar reunir uma coalizão.

Em Teerã, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, e o chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin, reúnem-se com o comandante iraniano Mohsen Rezaei, segundo a senadora paquistanesa Sehar Kamran. As conversas ocorrem em meio a esforços para retomar o diálogo entre EUA e Irã e conter riscos à segurança da Arábia Saudita e ao transporte de petróleo pelos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandab. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Estadão Conteúdo

T LB

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