A colisão de dois trens de alta velocidade nesta quarta-feira (28), a 150 quilômetros ao sul de Madri, deixou pelo menos 64 mortos, informou o presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, onde ocorreu o acidente.
“Estamos falando de (…) aproximadamente 64″falecidos”, disse García-Page. “Mas provavelmente com tendência a aumentar ainda mais. É uma barbaridade”, acrescentou.
Sánchez cancela compromissos
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cancelou sua participação em um evento previsto para a manhã de quarta-feira em Madri, informou sua equipe. O Partido Socialista (PSOE), do qual é líder, anunciou a suspensão de todas as atividades de campanha durante o dia.
Emiliano García-Page, presidente da região de Castilla-La Mancha, anunciou que acompanhava a situação com “preocupação” e o cancelamento de sua agenda para seguir até o local.
O líder do Partido Popular (PP, direita), Alberto Núñez Feijóo, também declarou no X que estava “muito preocupado” com o acidente.
Com 4.000 quilômetros de trilhos, a rede ferroviária de alta velocidade espanhola é a segunda maior do mundo, depois da chinesa, e um dos orgulhos do país.
A tragédia de Adamuz, em 18 de janeiro, provocou debates na Espanha sobre a manutenção da rede ferroviária e sobre a segurança dos passageiros, no segundo país mais visitado por turistas no planeta.
O acidente, no qual um trem da empresa privada Iryo descarrilou antes de colidir com um trem da estatal Renfe que seguia no sentido contrário, também desencadeou duras críticas da oposição de direita e de extrema direita ao governo de esquerda de Pedro Sánchez.







