Quarta-feira, 10/06/26

Com avanço da PEC 65, sindicato defende proposta governista para autonomia do BC

Com avanço da PEC 65, sindicato defende proposta governista para autonomia do BC
Com avanço da PEC 65, sindicato defende proposta governista para – Reprodução

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (SINAL) divulgou, nesta quarta-feira (10), o apoio à solução apresentada pelo governo federal, que garante a autonomia orçamentária do Banco Central. Segundo a entidade, a proposta da Emenda 26 representa uma alternativa mais “equilibrada e prudente” do que as mudanças previstas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que avança na CCJ do Senado Federal.

Em nota, o sindicato avaliou que a Emenda 26 assegura a autonomia orçamentária da instituição sem a necessidade de alterar sua natureza jurídica. Para o SINAL, o modelo fortalece o Banco Central e preserva seu caráter de órgão de Estado.

O que prevê a PEC 65/2023

A PEC 65/2023 cria um novo regime jurídico para o Banco Central, concedendo autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira. Entre os principais pontos:

  • O BC deixa de ser uma autarquia e passa a ter uma “natureza especial”, organizada sob a forma de empresa pública.
  • Ganha autonomia para gerir seu próprio orçamento.
  • Pode reter receitas próprias, especialmente as oriundas da senhoriagem (ganhos decorrentes da emissão de moeda), sem depender integralmente do Orçamento da União.
  • Fica desvinculado de ministérios e de qualquer subordinação hierárquica ao Poder Executivo.
  • Mantém supervisão pelo Congresso Nacional e fiscalização do TCU.

O que propõe a Emenda 26

A Emenda 26 foi apresentada como alternativa para atender à demanda por autonomia financeira sem transformar o Banco Central em empresa pública. Segundo os defensores da emenda e o governo federal:

  • O BC continuaria sendo uma autarquia de natureza especial.
  • Receberia maior autonomia financeira e orçamentária.
  • Permaneceria integrado à estrutura da administração pública federal.
  • Evitaria mudanças profundas no regime jurídico da instituição e dos seus servidores.
  • Preservaria mecanismos de controle estatal considerados mais adequados pelo governo.

Controvérsia

O governo e críticos, entre eles o próprio sindicato, da PEC afirmam que a transformação do BC em empresa pública pode criar um grau excessivo de separação em relação ao Estado e ao Tesouro Nacional. Já os defensores da PEC argumentam que essa mudança é necessária para garantir autonomia plena e estabilidade institucional. A justificativa é contingenciar orçamentários que poderiam afetar atividades como supervisão bancária e sistemas de pagamento, incluindo o Pix.

O sindicato defendeu que o Congresso Nacional analise com cautela as alternativas em discussão antes de deliberar sobre o tema. Na avaliação da entidade, a solução defendida pelo governo atende às demandas por maior autonomia administrativa e financeira sem promover mudanças na configuração jurídica do Banco Central.

De acordo com o presidente do SINAL, Epitácio Ribeiro, a proposta contida na Emenda 26 representa “o melhor e mais prudente caminho” para garantir a autonomia orçamentária da instituição. Segundo ele, a medida alcança esse objetivo sem a necessidade de modificar a natureza jurídica do Banco Central.

T LB

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