Terça-feira, 05/05/26

Comissão aprova cadastramento presencial prioritário no CadÚnico para famílias de baixa renda

Comissão aprova cadastramento presencial prioritário no CadÚnico para famílias de baixa renda
Comissão aprova cadastramento presencial prioritário no CadÚnico para famílias de – Reprodução

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que assegura o cadastramento presencial prioritário no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) às famílias de baixa renda. A medida visa incluir pessoas com pouco acesso à internet, telefones celulares de baixa performance ou baixo nível de instrução, alterando a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742/93).

O substitutivo aprovado foi relatado pela deputada Meire Serafim (União-AC), para o Projeto de Lei 2058/22, de autoria do ex-deputado Geninho Zuliani. Conforme o texto, o atendimento pessoal em unidades públicas de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), deve ser garantido como um direito, mesmo com a opção de inscrição eletrônica disponível.

A relatora destacou a importância da estrutura física para fins de inscrição ou atualização de informações no CadÚnico. “Propomos estabelecer, como um direito a ser garantido, o acesso ao atendimento pessoal”, afirmou Serafim. Ela observou que o contato direto com as equipes permite identificar vulnerabilidades que vão além dos dados básicos informados no sistema eletrônico.

O texto simplificou a proposta original, que previa a obrigatoriedade de atualização anual das informações pelas famílias e um prazo de dez dias úteis para o governo compartilhar dados eletrônicos do cadastro após solicitação. Essas regras foram descartadas pela relatora, que considerou a atualização anual excessiva, dado o cruzamento automático de dados com bases como o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Além disso, o prazo para compartilhamento de dados foi visto como vago e arriscado para o sigilo das informações privadas.

O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e sancionado pelo presidente da República.

T LB

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